Estas coisas

dezembro 29, 2012

de ler dois livros ao mesmo tempo, não me cheiram. Já o fiz várias vezes, mas depois acabei por me acalmar e ler cada um ao seu tempo. Por vezes desespero, porque nunca mais acabo de ler um e estou ansiosa para ler outro.

Mas eu sabia que este dia chegaria.

Oliver Twist. Shame on you! A edição que eu tenho é tão rasca (melhor do que nada, para dizer a verdade...)! É cansativa. Letras minúsculas, as margens quase não existem, e tenho de escarrapachar o livro para conseguir ler, e eu não gosto de escarrapachar livros (manias)! Portanto, dediquei-me ao mesmo tempo ao livro Mesa Real - Dinastia de Bragança, e em breve (ou hoje, se não me der a preguiça) irei falar um bocadinho dele :)

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.