quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Leituras de 2012

Longe vão os tempos em que eu lia 3, 4 livros por semana. Tinha as tardes livres e passava-as a ler... Agora as coisas não são assim, mas de qualquer das maneiras aqui fica a minha pequena lista de livros lidos este ano! Lamento desde já que as críticas não sejam elaboradas e não sejam nada por aí além, mas já passou algum tempo, não me recordo de todos os pormenores, e talvez numa próxima re-leitura as coisas corram melhor ^^

Chegou a Tua Hora, de Karen Rose

"Nunca, ao longo da sua experiência na Brigada de Incêndios de Chicago, o tenente Reed Solliday viu tantos e tão devastadores incêndios domésticos, e, para ajudar ao seu desconcerto, a sua nova e arrogante parceira, a detective Mia Mitchell, conduz o caso de uma forma com a qual ele não concorda. Os instintos de Mia dizem-lhe que o incendiário tem razões pessoais contra os dois investigadores, dado que os rostos torturados que encontram nos edifícios em chamas são das pessoas que Mia e Reed mais amam. A ânsia do monstro por morte e destruição é inextinguível... e Mia será a sua próxima vítima!"

Gostei imenso de ler este livro, se bem que a tradução do título (Count to Ten, original) retira um pouco o sentido do original, uma vez que conta até dez tem importância na história. Mesmo assim, foi uma leitura bastante agradável, com uma história realmente interessante e é sempre empolgante tentarmos desvendar por nós próprios os mistérios que cada livro guarda!

A Ilha, de Victoria Hislop

"Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza."

Estava um pouco reticente ao ler este livro, pois temia que fosse do género de romance de Nicholas Sparks (sem ofensa nenhuma aos fãs deste escritor, mas o tipo de romance dele... não gosto =] ), mas gostei. As descrições estão muito bem feitas, e as histórias contadas são de nos deixar destroçados. 

Morte nas Nuvens, de Agatha Christie

"Seu lugar no avião era perfeito para observar os companheiros de voo. À direita de Hercule Poirot estava uma bonita jovem, visivelmente atraída por outro passageiro; mais à frente, no número 13, sentava-se uma condessa com um vício que tinha dificuldade em dissimular; no número 8, alguém estava a ser incomodado por uma agressiva vespa. Do que Poirot não se apercebeu foi do cadáver que estava sentado atrás dele… "

Ora bem... Agatha Christie é sempre Agatha Christie! Embora não seja o meu tipo de livro preferido, não consigo resistir a esta escritora. Ela constrói as obras de tal maneira intrínsecas que o final é sempre tão brilhante que eu ainda fico uns dias a pensar como é que aquilo ficou resolvido... O livro tem a premissa perfeita para um enigma que nos dá a volta à cabeça... Um cadáver que aparece num avião e ninguém é culpado? Hmmmmm...


O Obelisco, de Howard Gordon

"No Sultanato de Mohan, no Mar da China, uma temível organização terrorista encabeçada por Abu Nasir tem gerado o caos para impor o seu poder no território. Gideon Davis, homem de confiança do presidente norte-americano, responsável pela resolução de vários conflitos diplomáticos um pouco por todo o mundo, é enviado para a região para fazer aquilo que melhor sabe: resolver o conflito sem recorrer às armas. Era apenas mais uma missão até que Abu Nasir toma de assalto o Obelisco - uma importante plataforma petrolífera -, ameaçando implodir a estrutura no espaço de 24 horas caso as suas pretensões não sejam atendidas. Desta vez, para manter a paz, Gideon tem de criar uma guerra."

Não. Não. Não. Não. Não gostei deste livro, li-o até ao fim ansiosa por acabar porque detesto deixar livros a meio, mesmo que não goste deles. Nem me lembro bem de quem era o mau da fita, mas este, de certeza que não o volto a ler...

Interview With the Vampire (The Vampire Chronicles, #1)

Interview with the Vampire, de Anne Rice

"In a darkened room a young man sits telling the macabre and eerie story of his life - the story of a vampire, gifted with eternal life, cursed with an exquisite craving for human blood. Anne Rice's compulsively readable novel is arguably the most celebrated work of vampire fiction since Bram Stoker's Dracula was published in 1897. As the Washington Post said on its first publication, it is a 'thrilling, strikingly original work of the imagination ...sometimes horrible, sometimes beautiful, always unforgettable." 

Autora de eleição, desde sempre. Li o livro em inglês, tendo em conta que esta é a edição que eu tenho, e é por isso que a sinopse está em inglês. Demorei imenso tempo a começar as Crónicas, lapso muito grande da minha parte! Já tinha visto o filme (vezes sem conta, aliás...) mas, como em maior parte dos casos, o livro supera a adaptação ao cinema. É interessantíssima a maneira como o Lestat é descrito, e se eu não conhecesse a história global, teria odiado a personagem! Aconselho vivamente, em inglês, em português, como queiram... mas leiam!



Sebastian, de Anne Bishop

"Long ago, to stop the onslaught of the Eater of the World, Ephemera was split into a dizzying number of strange and magical lands connected only by bridges—which may take you where you truly belong, rather than where you had intended to go.
Now, with the Eater contained and virtually forgotten, the shifting worlds of Ephemera have been kept stable by the magic of the Landscapers. In one such land, where night reigns and demons dwell, the half–incubus Sebastian revels in dark delights. But then in dreams she calls to him: a woman who wants only to be safe and loved—a woman he hungers for while knowing he may destroy her.
But a more devastating destiny awaits Sebastian, for in the quiet gardens of the Landscapers' school, evil is stirring. The prison of the Eater of the World has weakened—and Sebastian's realm may be the first to fall...
Intoxicating, erotic, and intensely romantic, Sebastian is for those who know on which side of the heart—Light or Dark—their passions lie."

Outro livro em inglês, de outra autora de eleição - desde que li a Trilogia das Jóias Negras que me apaixonei por Anne Bishop. Sebastian é de facto um livro sensual, descrito num mundo, Ephemera, que ao início me trouxe algumas complicações em entender! Mas uma vez que se percebe como Ephemera funciona, é mais fácil entender o papel e o contributo de cada personagem. E a história de amor sempre é bonita :)

Belladonna


Belladonna, de Anne Bishop

"One by one, the landscapes of Ephemera are falling into shadow. The Eater of the World is spreading its influence, tainting people's souls with doubts and fears, and feasting on their dark emotions. With each victory, the Eater comes closer to extinguishing Ephemera's Light.
Only Glorianna Belladonna possesses the ability to thwart the Eater's plans. But she has been branded a rogue, her talents and vast power feared and misunderstood. Determined to protect the lands under her care, Glorianna will stand alone against the Eater if she must – regardless of the cost to her body and soul.
But she is not alone. In dreams, a call has traveled throughout Ephemera: "Heart's hope lies within Belladonna." That call has traveled far from the landscapes Glorianna claims and reached Michael, a man with mysterious powers of his own. It awakens a fierce hunger within him to find the dark-haired sorceress he's dreamt of, over and over again – a beautiful woman named Belladonna.
As Michael and Glorianna's hearts call out to each other across the Landscapes, together they may offer Ephemera the very hope it needs..."

Novamente em inglês, a sequela de Sebastian foi completamente devorada. Se bem que gostei mais de Sebastian, tanto pela personagem como pelo livro em si, em Belladonna temos a continuação da devastação de Ephemera. Um personagem novo, Michael, é apresentado, e o seu dom com a música é tão engraçado. Um pormenor delicioso é a maneira como algumas personagens de Sebastian aparecem em Belladonna, quase sub-repticiamente, quando menos se espera!


Montespan, de Jean Teulé

"No tempo de Luis XIV (1638-1715), ter a mulher na alcova do monarca era para um nobre uma inesgotável fonte de privilégios. Não admira, por isso, que no dia em a escolha daquele que foi cognominado o Rei-Sol recai sobre Madame de Montespan, a corte em peso felicite o afortunado marido. Era conhecer mal o marquês de Montespan: Louis-Henri de Pardaillan está perdidamente apaixonado pela sua esposa e nada o dispõe à complacência para com o favor real. Inconsolável, o marquês faz pintar o seu coche de um preto de luto, ornamenta-o com gigantescos cornos e empreende uma guerra sem tréguas contra o homem que ousou profanar uma união tão perfeita. Recusando honras e prendas, indiferente a ameaças, a tentativas de assassinato, a processos que o levaram ao cárcere e à ruína, o temperamental gascão persegue com o seu ódio o homem mais poderoso do planeta, na tentativa vã de resgatar a sua amada."

Adorei este livro. Na minha ignorância, não conhecia nada sobre os Montespan, e este livro mostra uma história de amor, louca, obsessiva, trágica, e é um livro lindíssimo. Tenho pena de ter sido um livro emprestado, mas mal possa, hei-de comprá-lo para o reler e perder-me mais uma vez na França daqueles tempos!

Vampire Kisses, de Ellen Schreiber

"Sixteen-year-old Raven, an outcast who always wears black and hopes to become a vampire some day, falls in love with the mysterious new boy in town, eager to find out if he can make her dreams come true."

Este livro foi um desafio a mim própria - era um livro pequeno, e cismei que o havia de ler numa noite. Desafio completo, mas a desilusão foi algo que durou mais do que uma noite... Tive de parar a meio do livro apenas para ir ver quantos anos tinha a escritora, pois a passagem em específico da altura em que Raven (nome mais que original, ainda por cima...) conhece a Anne Rice, fez-me desconfiar que tinha sido escrito por alguém com 13 ou 14 anos... Surpresa das surpresas, não foi. A história é igual a tantas outras hoje em dia, humana apaixona-se por vampiro, vampiro esse lindo e delicioso e blá blá blá, toda a gente já sabe o que acontece. No entanto, apesar da desilusão, o livro não é completamente de deitar fora, teve algumas partes mais apelativas.

Carnaval em Veneza, de Michelle Lovric

"1782. Cecilia, a filha de treze anos de um importante mercador de Veneza, é atraída por um gato para longe do seu banho e dá por si, nua, nos braços de Casanova, o lendário sedutor de mulheres. No seu leito, a jovem conhecerá o lado luminoso do amor. Duas décadas depois, já uma pintora de renome, Cecilia conhece o segundo amor da sua vida: um jovem poeta à procura de aventura a qualquer preço. Ele é Lord Byron e, com ele, Cecilia irá descobrir o lado negro da paixão. A ternura e generosidade de Casanova versus a rudeza e secura de Byron. Dois amores que vão influenciar a arte de Cecilia e agitar a sociedade da mais decadente, sensual e majestosa das cidades: Veneza."

Dividido em dois volumes, Carnaval em Veneza faz-nos viajar. Esta frase é um cliché, de facto, mas... é verdade!... A maneira como Veneza é descrita é apaixonante, vivida, e enquanto lemos, por vezes somos surpreendidos com um leve aroma a mar, ou viramos a cabeça à procura do som da onda que já lá vai... Portanto, para quem gosta de Veneza, só por isso o livro já vale a pena. Nunca lá fui, e cada vez que releio este livro, quero ir mais e mais e mais!
Depois temos a parte da história. A dualidade que esta obra nos apresenta é quase chocante. Por um lado temos o amor doce, sensual, inocente, romântico, entre Cecília e Casanova. Depois somos bafejados com o amor obsessivo, selvagem, duro e cruel entre Cecília e Lord Byron. Escrito de uma maneira que nos leva a sentir o que Cecília sente... quantos livros conseguem fazer isso? Tal como Cecília apaixonamo-nos por Casanova e quase desejamos que ele esteja debaixo da nossa janela, com uma fatia de torta de chocolate à nossa espera... e apaixonamo-nos também por Byron, com a sua beleza pútrida, e sentimo-nos desfeitas e impuras depois de o conhecermos, mas não conseguimos afastá-lo dos nossos pensamentos mais profundos.
Há ainda o Gato... Quase uma história à parte, mas fundamental, o Gato dá-nos uma visão tão mais simples da vida. E a sua filosofia para com Cecília, com quem ele pensa estar casado, ainda me fez rir!
Por todos estes motivos (e mais!, como a estética do livro, as curiosidades acerca dos provérbios venezianos e italianos, o facto de uma grande parte das personagens terem existido de facto, tal como Lovric explica no final do livro, a pintura de Cecília, as cores que usa, a maneira como pinta), Carnaval em Veneza é a minha escolha, e muito provavelmente irei relê-lo para o ano que vem! :)
(esta crítica é a mais trabalhada pois foi o livro mais recente que [re]li =)]


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