A Menina que Contava Histórias

janeiro 31, 2013


Era uma vez uma menina, que desde muito novinha, gostava de contar e inventar histórias para o seu cão chamado Gordine.
Ainda não sabia ler e já olhava para os livros de banda desenhada do Tio Patinhas e inventava histórias baseadas nas imagens.




Mas essa menina cresceu e foi deixando as histórias de lado.





Um dia, passados alguns anos, a menina leu um livro diferente de tudo o que lera até então. O livro chamava-se A Filha da Floresta, e era de uma escritora da qual a menina nunca tinha ouvido falar, chamada Juliet Marillier. Esse livro fez a menina chorar pela primeira vez ao ler um livro; despertou algo dentro dela há muito adormecido, e começou a escrever histórias. Histórias sem pés nem cabeça, histórias completamente improváveis  mas a menina gostava de as escrever. Foi crescendo e escrevia, não regularmente, mas o suficiente para a escrita crescer de uma página para a outra.


Até que um dia escreveu A Rapariga do Brinco de Pérola, numa brincadeira durante uma aula. Ao escrever esse conto apercebeu-se que conseguia escrever mais e melhor do que há alguns anos atrás. Mas nem isso foi suficiente para a manter com a escrita.



Foram precisos mais alguns anos, até esse dia maravilhoso chegar. Esse dia era igual a qualquer outro: a menina foi trabalhar, e, à vinda para casa, começou a escrever no telemóvel um conto. Acima de tudo, a menina estava apaixonada!, e isso mudou para sempre o ritmo e a sua relação com a escrita. Através de um simples telemóvel, a menina nunca mais deixou de escrever, até hoje.
Umas vezes mais, umas vezes menos, mas continua esse laço com a escrita.
A última vez que falei com a menina ela estava muito entusiasmada porque tinha acabado de anunciar uma nova parceria no seu blogue, chamado Eu e o Bam... 

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2 comentários

  1. Gostei do texto, e parabéns pelas novas parcerias! :)

    Deixei-te um selo no meu blog: http://howtoliveathousandlives.blogspot.pt/2013/02/liebster-award-selo.html

    Beijinhos e boas leituras! :)

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  2. Olá Mónica! Obrigada pelo selo, vou já tratar disso :)

    Beijinhos!

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.