Contos de Terror e Arrepios, de Bram Stoker

janeiro 23, 2013



A sério, este livro pôs-me doida! Publicação do Diário de Notícias/Jornal de Notícias, estava cheio de erros! Palavras repetidas por todo o lado, erros ortográficos, frases que acabavam a meio........!! De qualquer das maneiras, Bram Stoker é Bram Stoker, e o livro, a nível de conteúdo, está muito bom...

Este Contos de Terror e Arrepios é constituídos pelos contos O Espectro da Morte, O Convidado de Drácula, A Casa do Juiz e A Índia.

O Espectro da Morte
Um conto sobre como uma criança vê um Gigante mortal a chegar à sua aldeia

Achei este conto quase inocente, a pequena e pura criança ignorada por todos menos o velhote... Mas a própria escrita me pareceu mais verde, mas isso se calhar já é mesmo imaginação minha! Mal a pequena Zaya começa a ver o Gigante, é previsível do que se trata... Tudo isto levou a que fosse este o conto que menos gostei!

O Convidado de Drácula
Um conto sobre a viagem de um homem numa noite

Um pouco mais sombrio, este conto relembra bastante Drácula. Um inglês temerário, que se aventura sozinho por sítios desconhecidos, e que acaba mal... Quase no final já me perguntava o porquê do título, mas acaba por se saber :)

A Casa do Juiz
Um conto sobre a estadia de um estudante na casa do juiz

Este conto lembrou-me bastante de Stephen King! Adorei mesmo... E aconteceu algo tão curioso! No apogeu da história, estava eu concentradíssima, e de repente um trovão rasgou os céus e o coração só não me saiu boca fora por mero acaso... Acabei de ler o conto com os restos do coração a 1000, mas é sem sombra de dúvida o melhor conto nesta pequena colectânea! Claro que mal se começa a ler já se sabe que algo vai acontecer ao estudante (não fossem este contos de terror e arrepios), mas esse algo surge da maneira mais estranha e arrepiante...

A Índia
Um conto sobre a visita de um casal e o seu companheiro de viagem a Nuremberga

Esta história caiu-me mesmo tão mal. Quase não a consegui ler... Correndo o risco de ser spoiler (porque vou sê-lo, mas só um bocadinho!), a violência contra o gatinho (se bem que sem intenção, não interessa!) é impressionante... eu, que não consegui ver o filme Amor Cão, porque começa com uma luta de cães! Sou altamente sensível a violência contra animais, e a descrição é aterradora... Mas lá me aguentei até ao fim, mas depois desse episódio com o gatinho, fiquei sem opinião acerca deste último conto...

Ao ler O Convidado de Drácula, fiquei com curiosidade acerca de uma coisa que lá é falada, que é sobre o costume de se enterrar os suicidas em encruzilhadas, e hoje não descansei enquanto não confirmei a veracidade de tal acto...

"Dureza mesmo é como têm sido tratados os suicidas. Considerados assassinos  de si mesmos, não podiam ser enterrados em terra consagrada. Até o ano de 1824 na Inglaterra, havia uma Lei que mandava enterrar os suicidas em uma encruzilhada, com uma estaca a traspassar-lhe o coração. É que havia a crença de que as pessoas enterradas fora dos cemitérios - terra consagrada -  voltariam à Terra na forma de seres malignos, para atormentarem os seres vivos, se não fossem presos a algum lugar com uma estaca. Ainda assim, mesmo que o espírito conseguisse se libertar, ficaria totalmente perdido e não saberia que rumo tomar para alcançar o mundo dos vivos, já que fora sepultado em uma encruzilhada."
(informação tirada daqui)

Aprende-se sempre qualquer coisa!

Para além da icónica For the dead travel fast, Bram Stoker sai-se com mais esta...

"É de facto verdade que o conhecimento é mais cego do que a inocência"

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.