Verticalmente de Pé, de Augusto Canetas - Sinopse & Opinião

fevereiro 09, 2013


Título: Verticalmente de Pé
Autor: Augusto Canetas
Ilustrador: Augusto Canetas
Capa: Fernando Veloso
Grupo Criador Editora

Eu não li este livro. Eu devorei-o numa questão de horas. E tenho a certeza que vou passar muitas mais horas a relê-lo.
Verticalmente de Pé não pode ser considerado um livro. Não pode. É sim uma viagem por Augusto Canetas. Pelo seu dia-a-dia, pela sua mente, pela sua família, por ele mesmo. Acabei de ler o livro num café e olhei para a cadeira ao meu lado; parecia que Augusto Canetas tinha lá estado, a conversar comigo. Fiquei a pensar nas suas palavras o resto do dia. Que conversa prazerosa!
Augusto Canetas falou-me da sua família, fiquei contente por conhecê-la, e o seu netinho, esperto! As suas viagens de comboio (quem não gosta de andar de comboio?) e a peculiar viagem de autocarro, a sua coragem a vender as palavras que escreve. Os amigos que faz, tão facilmente como quem respira. A sua consciência política e histórica, é a voz do povo! Os seus valores saltam em cada texto, em cada poema, em cada pensamento.
Não há como descrever este livro. É o âmago do escritor. Acompanhado de fotografias, que nos preenchem os olhos. Acompanhado de trechos do seu ser, que nos preenchem a mente.
Livro lido, uma última coisa a dizer. É assim que vemos Augusto Canetas: verticalmente de pé.



"Temos no olhar o que nos vai na alma,
só não temos na alma o que nos vai no olhar..."



"Temos coisas boas...
com vergonha de sermos verdadeiros..."

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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.