domingo, 3 de março de 2013

A Coragem de uma Mãe, de Marie-Laure Picat - Sinopse & Opinião

A Coragem de Uma Mãe

Título: A Coragem de Uma Mãe
Título Original: Le Courage d'une Mère
Autora: Marie-Laure Picat
Editora: Planeta
Ano de Publicação: 2010
Número de Páginas: 198

A luta de uma mãe que, condenada a uma morte anunciada, tenta encontrar uma família de acolhimento que possa receber e proteger os seus quatro filhos. A sua história e personalidade transtornaram a França.
Como viver o fim da vida, quando não se atingiu ainda os 40 anos e se é mãe de família? No último Outono, Marie-Laure Picat toma conhecimento que padece de um cancro maligno fulminante. O seu primeiro pensamento dirige-se aos seus filhos: o que lhes acontecerá após a sua morte? Decidida a assumir o papel de mãe até ao fim, escolhe ela própria uma família de acolhimento, estando disposta a enfrentar todos os obstáculos: não, não lhe compete a ela decidir o futuro dos seus filhos, mas sim ao juiz, após a sua morte. Não, nada garante que a Julie, o Thibault, o Mathieu e a Margot serão criados juntos. Não, não irão viver no local em que cresceram.
Indignada com a injustiça da situação, Marie-Laure contacta os meios de comunicação social. É então que se cria um extraordinário movimento de solidariedade, com a imprensa a passar a mensagem: a coragem desta jovem mãe comove o país, o que lhe proporcionará um apoio inesperado.
Foi para deixar uma mensagem que Marie-Laure quis escrever este testemunho, em primeiro lugar para os seus filhos, mas também para mostrar que é necessário dissolver a teia burocrática imposta às famílias decompostas. Para que a sua luta não morra com ela.

Comecei a ler este livro por teima. É um livro pequeno e apesar de a história não me cativar por aí além, decidi ler e ver no que ia dar. Li este livro em dois dias, e nesses dois dias tive sensações diferentes. Passo a explicar.
No primeiro dia, li este livro com desconfiança e um pé atrás. Não fazia ideia se a história era verdadeira ou imaginada, e estava a aborrecer-me pois não havia desenvolvimento para além da sinopse. Tudo o que aparecia no resumo do livro era o que aparecia contado no livro, apenas desenvolvendo as personagens da família. Não estava a gostar do livro, ponto. À noite decidi investigar um pouco sobre o livro...
... E no segundo dia a minha opinião mudou drasticamente. O livro é horrível. Não a nível de qualidade, mas a angústia, a luta, é desesperante, é... horrível. Sabendo que de facto é uma história verdadeira, ficamos presos àquelas linhas com uma sensação de medo, uma sensação avassaladora de humildade para com Marie-Laure Picat, que moveu mundos e fundos para conseguir garantir a estabilidade dos seus quatro filhos após a sua morte. É claro que não podia ser mais do que a sinopse. É um testemunho valioso, que nos toca, que nos faz pensar em nós e na nossa família, que nos faz questionar sobre a justiça da vida e o equilíbrio da mesma.

Foi um tipo de leitura muito diferente para mim, e não consigo desenvolver uma opinião concreta sobre este livro, porque aconteceu. É tão simples quanto isso: aconteceu.

Deixo-vos algumas das minhas pesquisas sobre este livro, e apesar de não ter adorado o livro, por ser um livro rápido e de fácil leitura, se puderem leiam o livro, pois é um relato de uma vida que vos vai fazer rir e chorar (Marie-Laure Picat tinha um sentido de humor tão negro!), e é sobretudo um retrato de uma mulher que, acima de tudo, era mãe.


Aqui ficam duas fotografias de Marie-Laure com os seus quatro filhos.



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