Desafio 30 Dias, 30 Cartas - Dia 15 - Carta para a Pessoa da qual tens mais Saudades

maio 15, 2013


Quarta-feira, 15 de Maio

Vitória,

Dirijo-me a ti como se fosses outra pessoa que não eu, pois só assim conseguirei ordenar as minhas ideias. Onde estás Vitória? Quando é que o tempo e a vida te pregaram tal partida que te perdeste irremediavelmente, o que aconteceu para te transformares nesta Vitória que és hoje?

Tenho saudades tuas. Tenho saudades de quando eras crianças e lias sem parar no meio das flores, ficando inebriada com o seu aroma e perdida num mundo lá ao longe. Tenho saudades de quando te sentavas à janela e sonhavas com o amor que querias viver até envelheceres. Para onde foste?

Notei algo de estranho no dia do teu casamento. O brilho nos teus olhos já não era o mesmo. Só quem te conhecesse muito bem se aperceberia de tal, e olhando para trás, arrependo-me de nada ter feito para recuperar essa esperança que perdeste. Quem me dera voltar atrás e apagar o momento que te roubou a vontade de viver. Por favor volta Vitória. Volta como eras, pois a maneira como sou agora não é boa; não te reconheço em mim, e isso faz-me ter tantas, tantas saudades tuas.


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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.