Desafio 30 Dias, 30 Cartas - Dia 24 - Carta para a Pessoa que te deu a tua melhor Memória

maio 25, 2013


Sexta-feira, 24 de Maio

Querido Rodrigo,

Eu prometo-te que volto. Como posso dizer que não ao homem que me proporcionou o melhor dia da minha vida? Não sei se te recordas, mas era um sexta-feira, tal como hoje, e toda a semana eu tinha andado a vaguear pelo bosque junto ao lago, e todos os dias te vi lá, do outro lado. Nesse dia, perdeste a vergonha toda e vieste sentar-te ao pé de mim. Olhamo-nos durante uns momentos e houve uma espécie de reconhecimento, sei lá o que hei-de chamar ao que aconteceu. Amor à primeira vista? Beijaste-me, sem nunca termos trocado uma palavra. E naquele beijo senti todas as palavras que nunca dissemos um ao outro fluírem entre nós. Desde então que te amo. Esta é a minha memória mais preciosa, Rodrigo. Com este golpe conseguiu ficar um pouco escura, portanto peço-te do fundo do meu ser que me ajudes a mantê-la intacta até eu me ir. Se assim o desejares, prometo-te que serei tua para sempre.

Vtória

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.