Desafio 30 Dias, 30 Cartas - Dia 5 - Carta para os teus Sonhos

maio 05, 2013


Domingo, 5 de Maio

Queridos Sonhos

Mais uma vez escrevo-vos em busca de resposta, peço-vos que me guiem pela noite em direcção às decisões a serem tomadas. Com o tempo aprendi que vocês Sonhos são duvidosos e enganadores, embora pareçam estar à distância de um esticar de uma mão. Mas desta vez é diferente, e temo pelo futuro.

A minha adorada filha tem um caso com um homem que se encontra preso, e o meu marido descobriu disto. Tenho a certeza que terá sido uma das criadas que lhe tenha contado, desprezando-me abertamente. Quase atormentando-me. Penso que nunca vou esquecer o olhar superior dela ao passar por mim, quando ela saía do escritório do senhor meu marido e eu a entrar. Mal cruzei a porta soube. Agora não sei o que poderei fazer. Não sei o que o meu marido irá fazer.

Temi a sua raiva contra mim, mas apenas vi a desilusão, a dupla decepção nos seus olhos. As mulheres que sempre o amaram escondem segredos terríveis dele, cúmplices num crime tão horrendo que me faz corar só de pensar.

Preciso desesperadamente de ajuda. Venham ao meu auxílio Sonhos, e levem-me ao caminho correcto. Aguardarei pacientemente esta noite pelos vossos braços e pelas vossas vozes.

Denise

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.