Desafio 30 Dias, 30 Cartas - Dia 6 - Carta para um Estranho

maio 09, 2013



Segunda-feira, 6 de Maio

Querido Estranho,

Sei que não nos conhecemos mas não temos tempo para tal; os segundos passam e a infâmia aumenta a cada suspiro do tempo. Sinto-me ultrajado e preciso fazer algo para resolver a situação.
Não posso entrar em pormenores, ou toda esta situação torna-se demasiado perigosa. Apenas preciso de um favor teu. Uma vez mais digo, não nos conhecemos, mas temos um elo em comum, elo esse que se encarregará de se certificar que recebes esta carta e o pagamento, mas que não faz a mínima ideia do que se está para passar.. Apenas tens de confiar e garanto-te que nunca ninguém saberá de nada e o teu nome nunca há-de ser falado.
Há um preso na tua ala, chamado Rodrigo. Preciso que o mates. Tão simples quanto isto. Mata-o e serás recompensado. Tem apenas atenção para que ninguém possa vir a desconfiar de ti. Neste momento o nosso elo de ligação já te deve ter dito a quantia que estou disposto a pagar, por isso estou certo que não levantarás qualquer objecção.
Vemo-nos por aí e tem cuidado.

F.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.