Curiosidades Literárias

junho 08, 2013


O escritor Wolfgang Von Goethe escrevia de pé. Ele mantinha na sua casa uma escrivaninha alta.

O escritor Pedro Nova pregava os móveis da sua casa para que ninguém os tirasse do lugar.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos electrónicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

Machado de Assis ultrapassou tanto as barreiras sociais como as físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma das suas piores crises intestinais, com complicações para a sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever os seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais, mantendo-as na sua mesa de trabalho enquanto escrevia.

Aos dezassete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo, depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua".

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até às duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo poeta. Junto com o exemplar, a explicação para não ter aparecido: Fernando Pessoa tinha lido o seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

Jorge Amado, para autorizar a adaptação de Gabriela para a televisão, impôs que o papel principal fosse dado a Sónia Braga. "Por quê?", perguntaram os jornalistas, e Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou toda a gente de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sónia apareceu. Mas o escritor levantou-se e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era uma piada - os dois nem se conheciam até então.

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3 comentários

  1. Têm tanto de génios como de loucos

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  2. Olá,

    Bem que bela ideia, Nádia gostei muito de ler esta mensagem e sem duvida de loucos todos temos um pouco mas os escritores, vai lá vai :D

    Bjs e continua :)

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.