45 Day Book Challenge - Dia 4 - Livro Sobrevalorizado

julho 20, 2013

- Livro Sobrevalorizado - 


Perdoem-me os fãs, mas tem mesmo de ser este. Eu li os três livros antes do primeiro filme sair, durante um Verão. E pareceram-me bem, para uma leitura de Verão. Não era nada por aí além, tinha conceitos estranhos (e sim, estou a referir-me aos vampiros que brilham ao sol), mas para leitura de férias chegava perfeitamente. E depois saiu o filme (que também está uma bela porcaria) e o mundo literário dos vampiros nunca mais foi o mesmo. Elevaram este livro que não tem nada a algo magnífico. Eu, que escrevia sobre vampiros por gosto e não por modas, deixei o romance que já tinha escrito uma boa parte a meio. E enquanto esta modinha continuar, não lhe pego. Porque mete-me nojo a maneira como este livro veio vulgarizar o tema.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.