[Desafio Literário Q] Não me Grite!, de Quino - Opinião

julho 17, 2013

Não me Grite!
Título: Não me Grite!
Título Original: A Mí No Me Grite!
Editora: Publicações Dom Quixote
Ano de Publicação: 1992

O primeiro livro sem uma sinopse aqui no Eu e o Bam. Bem tentei encontrar uma sinopse para este livro mas não há. Portanto terão de ficar apenas com a minha opinião!

Como muitos concordarão, é complicado encontrar um autor que comece com Q. E apesar de o meu primeiro pensamento ter caído no Quino, nunca escrevi um comentário sobre banda desenhada, e tinha um pouco de receio de não saber o que dizer. Mas aqui vamos nós!

Não me Grite! é um livro onde se respira crítica e sarcasmo do início ao fim. Por vezes velada, outras vezes explicitamente, estamos perante uma chamada de atenção brilhante, que toca em vários temas da nossa vida em sociedade e que nos caricatura fielmente.
É impossível apontar para um dos quadradinhos e dizer que é melhor do que o anterior. Claro que alguns arrancam verdadeiras gargalhadas e outros apenas um sorriso, mas vale a pena realmente ler este livro. Embora não haja muito para ler de verdade, uma imagem vale mais do que mil palavras, e Quino prova-nos isso.

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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.