Li até à Pág.100 #7

julho 16, 2013

O Indesejado

A Ler

Primeira frase da página 100:
"Desde que chegara que estava a fingir, de forma algo monótona, que tinha muito medo de Gyp, escondendo-se ostensivamente atrás das saias da mãe sempre que as deambulações amigáveis do cão pela sala o faziam aproximar-se dela."

Do que se trata o livro?
Conta a história de uma família que outrora já viveu de forma magnífica e agora está arruinada. No entanto, os seus males podem não ser apenas físicos ou visíveis.

O que está achando até agora?
Estou a adorar. Apesar de ter demorado um pouco ao desenvolvimento da história em si, cada pedacinho do livro é delicioso.

O que está achando do protagonista?
Vou supor que o protagonista é o Dr. Faraday. Parece-me uma boa pessoa, agora vamos ver como é que ele reage aos novos acontecimentos.

Melhor quote até agora:
Nenhuma.

Vai continuar lendo?
Claro!

Última frase da página:
"Um copo [falhou inadvertidamente a pedra do fogão da sala e estilhaçou-se na lareira.]"

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.