segunda-feira, 8 de julho de 2013

Memórias de um Caçador de Vampiros, de Ardo Antas - Opinião [Chiado]

Memórias de um Caçador de Vampiros
Título: Memórias de um Caçador de Vampiros
Autor: Ardo Antas
Editora: Chiado Editora
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 286

"Se és uma dessas criaturas infames, sugadoras de sangue, apenas uma coisa te espera: a aniquilação."

Às vezes penso que uma parte de mim é sádica, em relação à leitura. Passo a explicar: sempre gostei de ler sobre vampiros. E depois apareceu o Twilight. E eu deixei de ler sobre este tema, quase de todo. Mas, por mais comum que a capa deste livro seja, foi isso que me conquistou, acima de tudo. Fiquei espantada com esta experiência.

Escrito de uma forma muito directa e formal, Memórias de um Caçador de Vampiros apresenta-nos Rick Chambers, que dedica a sua vida a perseguir e matar estes seres sobrenaturais. Logo ao início percebemos qual é a visão do escritor: os vampiros são parasitas, monstros que têm de ser dizimados. E aqui já é uma lufada de ar fresco, para mim, com as minhas últimas experiências na leitura desta temática.
Este livro tem dois pontos fantásticos a seu favor: o conteúdo de cada capítulo e a personagem principal, Chambers. Intencionalmente ou não, Ardo Antas criou o herói da história como uma personagem detestável. Bem, quase detestável. Rick Chambers revela-se arrogante, com uma necessidade constante de mostrar que sabe e que faz. Considera-se o melhor e, apesar de ser irritante, acaba por ser criada uma relação de amor/ódio entre leitor-personagem. Por um lado temos a sua personalidade; mas, por outro, não deixa de ser o herói, e a atitude de bad boy que conduz uma Harley Davidson é sempre bem-vista.
Sendo um livro de memórias, cada capítulo é dedicado a um episódio em específico da sua jornada. As aventuras são todas diferentes e emocionantes, e mesmo a história do mundo de Chambers é contada calmamente, pelos capítulos, mantendo um equilíbrio perfeito entre a adrenalina das batalhas e as explicações necessárias dos porquês e dos comos da sua missão e da sua vida. O capítulo dedicado à Bloody Mary é simplesmente genial. Foi sem dúvida o que eu mais gostei, com a história mais mórbida e interessante.
No entanto, há um pormenor neste livro que me desagradou profundamente. Há, por parte do autor, um uso excessivo de expressões em Inglês. Sim, o livro é passado na América. Sim, é suposto ser a língua dele. Mas estamos perante um livro Português, e perfeitamente passível de ter as traduções correctamente feitas e mantendo o mesmo sentido. É uma escolha do autor, isso é claro, mas eu enquanto leitora é que não tenho de gostar. Estas expressões inglesas proporcionaram alguns... diálogos que eu mais gostei no livro, mas mesmo assim em Português teria o mesmo sentido.

"Ricky, Ricky, you don't have to be scared
We'll suck your pure blood until you're dead"

"Annie, Sweet Annie so they say
We came to take your blood away"

"Annie, Sweet Annie, come out of your shell
Your sister is dead and so you shall"

"Forget Annie, she is gone away
But Ricky is back and he is here to play"

Tirados do contexto podem parecer apenas engraçado, mas Antas consegue em poucas palavras criar um ambiente sinistro onde estas palavras ganham vida.

Se soubesse que ia gostar tanto deste livro, tinha-o lido há muito, muito mais tempo. Apesar de ter sido uma experiência muito boa, ainda avanço com cautela nesta temática de leitura. Mas para quem se encontra no mesmo dilema que eu, podem confiar em Ardo Antas. E se ainda tiverem dúvidas, pensem apenas que estamos perante um caçador de vampiros, cuja vida gira em volta da adrenalina de matar tais seres, sem lugares para sentimentalismos.

*"Ricky, Ricky, não precisas de temer,
Vamos sugar o teu sangue puro até morreres"
"Annie, Doce Annie é o que dizem,
Estamos aqui para levar o teu sangue."
"Annie, Doce Annie, sai da tua concha,
A tua irmã está morta e tu também estarás"
"Esquece a Annie, ela foi-se embora,
Mas o Ricky está de volta e está aqui para brincar"
Isto é uma tradução muito livre, e longe de qualquer tipo de sentido poético dados às palavras. Fica aqui a tradução apenas para quem ler o comentário e não perceber Inglês, ter um sentido do que ali está escrito. A tradução não foi feita de forma mais poética pois não quero mexer nas palavras de outro escritor.

2 comentários :

  1. Olá Nádia,

    Vim aqui para te avisar que há uma tag para vc no meu blog, espero que goste!!!

    Abraços e boas leituras!!!

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  2. Olá,

    Bem parece que é um livro que vale a pena ler, fica registada esta tua recomendação, gostei ;)

    Bjs e boas leituras :D

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Obrigada por comentares :)