Li até à Pág.100 #11

agosto 04, 2013

O Fantasma dos Canterville e Outros Contos

Tal como Os Anónimos, estamos perante outro livro de contos, portanto vou fazer exactamente como o anterior Li até à Pág. 100: as perguntas restritas ao conto serão sobre o que marcar a centésima página - O Notável Foguete - e as restantes sobre o livro no geral.

Primeira frase da página 100:
"Vinha de um foguete altivo, com ar arrogante, que tinha sido atado a uma cana."

Do que se trata o livro?
Este é um livro de contos que Oscar Wilde escreveu para ensinar os valores aos seus filhos.

O que está achando até agora - livro?
Uma releitura que me dá imenso prazer. Wilde é simplesmente genial e qualquer palavra sua escrita é um deleite.

O que está achando do protagonista - Foguete Notável?
O Foguete Notável é horrível. Crítica à sociedade no seu melhor, o Foguete Notável transporta tudo de mau que o seu nome lhe traz, que é completamente contrário à sua personalidade.

Melhor quote até agora:
Com Oscar Wilde eu deixei de apontar, senão seria mais tempo que eu passaria a escrever quotes memoráveis do que efectivamente a ler.

Vai continuar lendo?
Já acabei :)

Última frase da página:
"Costumava [voar tão alto que o povo temia que não voltasse a descer.]"

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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.