A Ler: A Casa do Boticário, de Adrian Mathews - Sinopse [Estampa]

setembro 21, 2013

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Título: A Casa do Boticário
Título Original: The Apothecary's House
Autor: Adrian Mathews
Editora: Editorial Estampa
Ano de Publicação: 2006
Número de Páginas: 463

É Inverno em Amesterdão. Na biblioteca do Rijksmuseum, Ruth Braams investiga a proveniência de obras de arte roubadas pelos nazis, quando uma velha senhora, Lydia, aparece, exigindo que lhe seja devolvido um quadro pintado por um antepassado seu do século XVIII. Aconselham-na a seguir os trâmites habituais, mas as dificuldades surgem. O quadro possui uma assustadora e misteriosa história do tempo da segunda guerra, e Lydia não é a única a reclamá-lo.
Um encontro ocasional junta Ruth e Lydia de novo. A pouco e pouco, através das revelações da velha senhora, da estranha casa onde vive como que numa cápsula do tempo, das inscrições esotéricas do próprio quadro, uma tenebrosa e perturbadora história surge, abrindo portas há muito fechadas para o passado.
Porque razão teriam estados os monstros do Terceiro Reich tão interessados em adquirir um óleo de segunda categoria para o planeado Museu do Führer em Linz?
Quem terá sido o obscuro autor do quadro? E quem serão as figuras na pintura: uma linda rapariga adormecida num coche; um homem sombrio, de costas para o artista, olhando tristemente por uma janela? À medida que Ruth prossegue na análise do microcosmos do quadro, envereda por um mundo de ambição desmedida, de amor destroçado e de oportunismo sexual, em que arte e ciências ocultas unem forças para um inacreditável salto no futuro...
Numa evocação brilhante de Amesterdão, dos seus canais e nevoeiros, este livro combina o fascinante pormenor histórico com um grupo de personagens fortemente caracterizadas, numa intriga veloz, elegantemente elaborada, plena de um obscuro mistério.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.