A Ler: O Cronista, de Hugo N. Gerstl - Sinopse [Estampa]

setembro 07, 2013

Título: O Cronista
Título Original: Scribe - The Story of the Only Female Pope
Autor: Hugo N. Gerstl
Editora: Editorial Estampa
Ano de Publicação: 2006
Número de Páginas: 462

Século IX. Uma Europa quase unificada, forjada por Carlos Magno, vai-se desintegrando, enquanto a dinastia Carolíngia se degladia em constantes lutas fratricidas. A Roma clássica há muito que morreu. A Europa que está para nascer não é ainda sequer um sonho. É um continente de grandes florestas, de pequenos povoados, de cidades decadentes, onde os excessos carnais e a crueldade supersticiosa abundam. No entanto, a civilização antiga ainda brilha na opulenta Constantinopla, a Roma do Oriente.
Num mosteiro em Siani, célebre pela sua biblioteca, os monges copiam antigos manuscritos. Entre estes, foi encontrado um pergaminho que será copiado vários séculos depois de ter sido realizado:
«De acordo com o Catálogo Oficial dos papas, depois de o Santo Padre Leão IV morrer, no ano do Nosso Senhor de oitocentos e cinquenta e cinco, sucedeu-lhe o Papa Bento III.
Eu, Martin Paschal, juro pela minha alma eterna que o Catálogo mente. Leoão morreu no vigésimo dia de Junho, no ano de oitocentos e cinquenta e quatro, e a ele sucedeu João, que era uma mulher, que se sentou no trono papal durante dois anos, cinco meses e quatro dias...»
Martin Paschal, profundo observador da natureza humana, regista para a posteridade a vida da Europa na Idade das Trevas. Porém, escreve sob uma perspectiva única: foi o amigo de infância , o confidente e, por fim, o amante de Joannes Angliorum, que ficou para a história - ou, se assim o quisermos, conhecido por uma história que poderá nunca ter existido - como Papa João VIII. Não o papa João VIII que reinou vinte e cinco anos mais tarde. Este é o Papa cujo nome é mencionado - quando o é - em sussurros murmurados por detrás de portas fechadas. Porque, vejamos. Este não era o Papa João - mas sim a Papisa Joana.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.