Estúpido negócio

setembro 04, 2013

Mês de Agosto, ano 2013,
admirável palha
que CHOCA o país em estado de guerra
na forma de guerrilha acendalha!
Labaredas, terra queimada de mão em mão
pela avidez declarada do farnel...
terrorismo incendiário,
entre eles impera a causa do papel…


A noite está calma, o vento sopra de afeição,
O pirómano,
pela calada verdejante inflamável
à marcação planeada
celebra a extensão da linha horizontal
sobre apreciação do rentável rastilho,
dá azo à devastação do património fatal.


Silêncio camuflado ao assalto,
quantos mortos? Quantos feridos?
Quanto património, quanta pobre gente de bens delidos?

  
Espectacular negócio instituído na leva desta sociedade
Conspurcada,
Que ministério da administração interna é este,
que fecha os olhos
A esta vergonhosa manobra de conveniência encetada?


Gosto na televisão, ver as labaredas no céu!
Quando eu for grande quero ser incendiário. – se Deus quiser -

Por Augusto Canetas

Deixo-vos aqui este belo texto escrito por Augusto Canetas, um escritor português a quem o Eu e o Bam muito deve. Ninguém pode, ninguém consegue ficar indiferente à tragédia que se tem desenrolado nos últimos tempos, a devastação do nosso país, o fogo que tudo devora à sua passagem. E depois há uns iluminados que acham piada a ver o país a ser consumido por tal fenómeno, mas sobre esses trastes prefiro nem me pronunciar, não vá a minha opinião chocar algum leitor.

Deixo-vos então este desabafo de Augusto Canetas, e deixo também as minhas palavras de agradecimento aos Bombeiros de Portugal e as condolências aos familiares dos que infelizmente caíram.

You Might Also Like

0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.