Li até à Pág.100 #21

setembro 24, 2013

- A Casa do Boticário - 

Próxima Leitura

Primeira frase da página 100:
"Querida Ruth
As coisas decorrem tranquilas em Driebergen."

Do que se trata o livro?
A história central é a recuperação de um quadro perdido durante a Segunda Guerra Mundial, havendo dois candidatos a querer a obra. Mas a intriga e o mistério à volta da pintura cada vez aumentam mais...

O que está achando até agora?
Estou a gostar mesmo muito. E ainda por cima agora o mistério começa a adensar-se e os acontecimentos cada vez mais obscuros.

O que está achando da protagonista?
Ruth é ainda ligeiramente estranha, para mim. Tem sentido de humor, é prática e no fundo boa pessoa, mas parece-me que ainda há ali alguma peça por explicar.

Melhor quote até agora:
Nenhuma.

Vai continuar lendo?
Claro.

Última frase da página:
"Cada lugar parecia confinar com todos os outros, como se os primeiros topógrafos do país - Gerardus Mercator e Companhia - tivessem cavalheirescamente consertado a problemática dimensão do espaço."

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.