O Guerreiro Psíquico, vol. II, de Aníbal Ávila Castro - Opinião [Chiado Editora]

setembro 07, 2013

Título: O Guerreiro Psíquico
Autor: Aníbal Ávila Castro
Editora: Chiado Editora
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 401

Conforme profetizado há mil anos, chegaram os invasores, mas os vatangs descobriram a profecia e precipitaram-se para impedir a sua realização.
Isso não tinha sido previsto há mil anos.

Felizmente, tive oportunidade de ler um pouco mais sobre este livro, e fiquei a saber, antes de escrever este comentário, que este livro não é o final da história, como eu erradamente pensava. É sim o primeiro volume dividido em dois livros, num total de sete volumes.

O Guerreiro Psíquico vol.II começa exactamente onde o primeiro volume acabou; não há recapitulações (de imediato) nem qualquer situação para abrandar a adrenalina com que nos deparamos no cliffhanger do último volume. A acção começa logo de imediato, e esta é uma das principais alterações em relação ao volume I; a linha de acção é mais intensa, mais rápida, mais agressiva. Tal como disse anteriormente, isso não faz da primeira parte mais aborrecida; aliás, nestes volumes conseguimo-nos aperceber de alguma versatilidade de Aníbal Ávilo Castro, com as oscilações na escrita, mas seguindo sempre um denominador comum, o que resulta numa leitura bastante agradável.
Nesta segunda parte, assistimos ao crescimento das três personagens, Aron, Riane e Edor enquanto Guerreiros e Telepatas. Não há muitas histórias de fundo, nem mistérios que se adensam; é algo mais simples, mas que nos mantém presos nas páginas.
Uma vez mais, penso que o autor terá exagerado um pouco na descrição de alguns momentos, como os de luta. Claro que este aspecto depende de leitor para leitor, mas para mim, tornaram-se momentos demasiado explícitos, extensos, e que me desviavam a atenção facilmente. No entanto, a história é boa o suficiente para impedir que este aspecto me deixasse pousar o livro.
Continuo com algumas dúvidas em relação ao enredo, principalmente o porquê e a importância de serem telepatas. E estou ansiosa para saber quem é o verdadeiro Guerreiro Psíquico. Eu tenho o meu palpite e tenho aquele que eu gostava que fosse. Quem já leu o livro, o que acham?

Há ainda um outro pormenor que gostaria de apontar. Embora agora o perceba melhor, parece-me... pouco criativo. A capa de ambas as partes são iguais, apenas muda a cor. Agora faz sentido, tendo em conta que é tudo um único livro, mas, mesmo assim... achei a capa deste volume menos agradável, no seu azul esbatido, não me pareceu a melhor opção. E como os olhos também influenciam as escolhas, não se sintam ameaçados por todo aquele azul: o que está por dentro vale bem a pena.

Agora, espero ansiosamente a continuação da saga! Para quando?

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.