A Ler: Incesto Sentido, de Conceição Freitas - Sinopse [Chiado]

outubro 02, 2013

Incesto Sentido
Título: Incesto Sentido
Autora: Conceição Freitas
Editora: Chiado
Ano de Publicação: 2012
Número de Páginas: 310

Depois da morte da mãe, Rosarinho foi viver com os avós no Alentejo, onde cresceu feliz numa perfeita sintonia com a natureza.
Um assalto mudou a sua vida para sempre, por ter reconhecido um dos assaltantes. Obrigada a sair do país, foi viver para França, onde conheceu Jean Pierre, por quem se apaixonou.
Algum tempo depois de viverem juntos, descobre que ele é bissexual ao apanhá-lo na cama com outro. Movida por uma força sobrenatural, corre a uma arma e mata os dois. Já na prisão descobre estar grávida; um filho na prisão e agora?
Ao longo dos anos em que aí permaneceu, dedicou-se à escrita, tornando-se uma escritora de sucesso. Após quinze anos saiu em liberdade e quando tudo indicava que o pior da sua vida já tinha passado...muito mais estava para vir: muitos acontecimentos, muitas revelações...

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.