Glee - O Início, de Sophia Lowell - Sinopse & Opinião

outubro 25, 2013

Título: Glee - O Início
Título Original: Glee - The Beginning
Autora: Sophia Lowell
Editora: Galera Record
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 224

Uma oportunidade única para conhecer os bastidores do colégio McKinley - antes mesmo de New Directions existir aos olhos do Sr. Schuester - e descobrir tudo sobre os principais personagens da série Glee. Quando Rachel viu Finn com outros olhos pela primeira vez? Como Quinn e Puck começaram seu romance secreto? Quando Mercedes começou a confundir os conceitos de “amigo gay” e “namorado”? E como será que o então amador clube de coro sobrevivia sem um líder destemido? Dica: não era exatamente um sucesso. "Glee - O início" é baseado na série de TV da Fox criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan. 

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Confesso que sou uma gleek... O Glee é provavelmente o meu guilty pleasure. Antes não suportava a série, até que comecei a ver enquanto esperava que desse uma que realmente gostava, e quando dei por mim, já amava a série. Quando descobri que havia livros, não descansei enquanto não li o primeiro, e tendo em conta que nem é muito grande, decidi guardá-lo para o Read-a-Thon.

Estava à espera de uma adaptação literária da série, o que aconteceu mais ou menos - Glee O Início mostra as personagens antes do episódio piloto. Mesmo que eu não fosse fã da série, acredito que este livro daria uma boa interpretação da história, pois mesmo a caracterização das personagens, atitudes e afins, estão bem explicados e desenvolvidos correctamente. As personagens literárias mantêm-se fiéis às suas da televisão, e damos por nós a odiar um bocadinho a Rachel, a gritarmos a Mercedes "ele é homossexual!" e a empurrar Tina para se declarar a Artie. Sabemos (quem segue ou viu a série) o que é provável de acontecer a seguir de cada cena, e mesmo num futuro mais distante, mas mesmo assim isso não tira a piada à narrativa. Há, porém, algumas diferenças entre o livro e a série, algumas mais graves que outras, mas que são escusadas. Apesar de não me fazer grande diferença, acredito que para muitos leitores terá sido uma decepção, pois esperam uma coisa no livro pois é o que aparece na série e depois as coisas são diferentes no livro. Mesmo assim, tenciono ler os seguintes, quanto mais não seja para saber como contornaram alguns erros.
Enquanto lia, era invadida por um sentimento agridoce, pois uma das personagens principais, Finn, sabia que ia morrer, uma vez que o actor que lhe dá corpo faleceu este ano. É uma sensação estranha, termos uma imagem real associada a uma personagem, e sabermos que vai morrer, enquanto lemos a sua apresentação ao mundo...

É difícil aconselhar este livro a pessoas que não sejam fãs da série. Não que o livro não tenha qualidade - mas é apenas um livro, não tem nada que maravilhe o leitor, e acaba por descrever apenas a vida e dramas de um grupo de adolescentes. Mas para os fãs da série - ou quem tenciona começar a ver - é sem dúvida uma boa leitura.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.