Livros para o Dia das Bruxas - 25 de Outubro

outubro 25, 2013

Objectos Cortantes
Objectos Cortantes, de Gillian Flynn

As palavras são como um mapa de estradas para o passado perturbado da jornalista Camille Preaker. Acabada de vir de uma estadia breve num hospital psiquiátrico, o primeiro artigo que o jornal de segunda categoria onde Camille trabalha lhe atribui leva-a, relutantemente, de volta à sua cidade natal para cobrir o assassinato de duas pré-adolescentes.
Desde que saiu da cidade há doze anos, Camille raramente falou com a sua neurótica e hipocondríaca mãe, nem com a meia-irmã que mal conhece: uma bela rapariga de treze anos que exerce uma misteriosa influência sobre a cidade. Agora instalada de novo na mansão vitoriana da família, Camille é assombrada pela tragédia de infância que passou toda a vida a tentar amputar da memória.
Enquanto Camille se esforça por revelar a verdade sobre estes crimes violentos, começa a sentir-se identificada com as vítimas - talvez um pouco demasiado. As pistas conduzem-na constantemente a lado nenhum, forçando Camille a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história Acossada pelos seus próprios demónios, Camille terá de se confrontar com o que lhe aconteceu há anos atrás se quiser sobreviver a este regresso a casa.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.