Livros para o Dia das Bruxas - 9 de Outubro

outubro 09, 2013

Trevas Satânicas
Trevas Satânicas, de Marion Zimmer Bradley

A vida de Jamie e Barbara Melford decorria prazenteiramente no inverno frio de Nova Iorque, até que, certa tarde, Jock Cannon, um dos autores publicados pela editora de Jamie, a Blackock Books, entrou no seu gabinete visivelmente perturbado. Estava a sofrer ameaças muito sérias e insistentes para que não publicasse o seu livro mais recente, um trabalho sobre a bruxaria em Nova Iorque. Com a inexplicável morte de Jock, o casal Melford vê a sua vida transformada por ameaças visíveis e invisíveis que parecem não ter fim, provocando o caos e quase os levando à loucura. Mas ambos são seres racionais e objectivos que não acreditam no sobrenatural nem no poder de pragas e maldições. Terão eles o mesmo destino de Jock, já que Jamie se recusa a ceder e a retirar o livro do mercado? Não parece existir qualquer esperança de salvação a menos que se produza um milagre mas qualquer que seja o desfecho, a vida de todos os intervenientes neste intenso drama não mais será a mesma.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.