Um Conto, Um Ponto #4: A Mina do Deus Morto, de João Barreiros

outubro 11, 2013

Título: A Mina do Deus Morto
Autor: João Barreiros
Editora: Diário de Notícias / Escritório Editora
Ano de Publicação: 2012
Número de Páginas: 16

Algures nos anos sessenta do século passado, num universo que não é o nosso, mil metros abaixo das colheitas de volfrâmio nas Minas da Panasqueira realizadas pela companhia Beralt in Wolfram, existem outras minas, secretas, terríveis, brutais, onde se recolhe grão a grão as partículas que provam a existência e a agonia final de Deus: as Minas do Deus Morto.

**************************

Tive pena de não ter gostado mais deste conto de João Barreiros. O autor tem uma forma extremamente simples de escrever mas muito aprazível, com uma leve dose de humor e de seriedade q.b. E o tema de A Mina do Deus Morto... quase que me interessa. Foi esse o meu problema. O conto está muito bem escrito mas o seu conteúdo passa-me ao lado. O que para muitos será uma pena, enquanto que outros tantos se identificarão com as minhas palavras. Parece-me haver ali uma piscadela de olho à actualidade - ou é impressão minha?

Pouco posso adiantar acerca deste conto. Reconheço-lhe a qualidade que tem, mas simplesmente não é para mim.

"“Há vinte e cinco biliões de anos, pela hora do chá, Deus morreu. Não existe outra explicação possível. Morreu e desfez-se em pó.""

You Might Also Like

2 comentários

  1. Olá,

    Estou curioso por ler este conto, a ver se me ponho em dia que começo a ter muita coisa por ler.

    Pena não teres gostado, mesmo reconhecendo-lhe qualidade, a ver se não me acontece o mesmo :)

    Bjs e pronta para nova leitura conjunta ? eehehehe

    ResponderEliminar

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.