Um Conto, Um Ponto #3: No Muro, de David Soares

outubro 10, 2013

No Muro (DN Contos Digitais, #22)
Título: No Muro
Autor: David Soares
Editora: Diário de Notícias / Escritório Editora
Ano de Publicação: 2012
Número de Páginas: 9

No Muro é um conto que reflete sobre a finitude do conhecimento, através de um não-leitor que herda a coleção de livros do pai. Encontramo-nos quando achamos livros e perdemo-nos quando os esquecemos.

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No Muro foi a minha experiência de olá a David Soares. Mas confesso que não fiquei seduzida pelo que li. Apesar de achar o conceito do conto extremamente interessante e bom, perdi-me imenso na leitura. Penso que há um exagero no uso de palavras caras. É discutível, admito, mas para mim, não funciona. Penso que a beleza da metáfora transmitida por David Soares se dispersa nas antropodérmicas, nos cinorécticos, nos iatroquímicos. Fiz-me entender? Pois. Ou então, claro, pode dar-se o caso de eu ser uma pessoa com um vocabulário muito limitado, mas estamos sempre a aprender.

No entanto, não desisto deste autor. Li testemunhos muito favoráveis à sua obra e gostaria de ter outra oportunidade. Sinto que entrar no seu mundo através deste muro não foi o melhor, mas espero conseguir encantar-me com outros caminhos.

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2 comentários

  1. Ois,

    Já tive a oportunidade de ler dois livros do escritor e digo-te ambos muito bons, vale bem a pena ler.

    Entendo perfeitamente o que queres dizer, parece que nos quer mostrar que é um erudito, muito culto. mas atenção se poderes lê um livro dele que vale bem a pena :)

    Quanto ao conto, a ver se o leio lol, espero ser pequeno :D

    Bjs

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    Respostas
    1. Pois, ainda não vou desistir. Ainda acredito que me possa vir a surpreender, e pela positiva :)

      É pequenino! O mais pequeno de todos!

      Obrigada por todas as visitas e apoio :)

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.