Infinity Key, de Chrysoula Tzavelas - Opinião [ARC]

novembro 13, 2013

Infinity Key
Título: Infinity Key
Autora: Chrysoula Tzavelas
Editora: Candlemark & Gleam
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 250

Quando decidi ler Infinity Key, estava um pouco às escuras. Apesar de a história me parecer interessante, a capa pareceu-me que talvez fosse um pouco infantil. Não me entendam mal, eu gostei da capa, mas receava que demonstrasse um conteúdo um pouco jovem demais para o meu gosto. Mesmo assim, aventurei-me a ler, e ainda bem que o fiz.

Infinity Key é o segundo volume da série Senyaza. Temos a história de Branwyn, uma mortal que vai fazer tudo o que lhe é possível para salvar a sua amiga Penny, que está em coma com a alma terrivelmente ferida e a morrer lentamente.
Apesar de não ter lido o primeiro livro da série (Matchbox Girls), este segundo lê-se muito bem. Mesmo que não se perceba tudo ao início, aos poucos e poucos fui entendendo os porquês e os motivos por trás de cada acção e cada personagem. Estou definitivamente ansiosa para ler o primeiro volume, para saber como tudo começou, pois realmente gostei muito de Infinity Key. E ansiosa, claro, para ler a sua continuação!
Estamos perante um excelente livro de fantasia, onde fadas, anjos, nephilims e outros seres habitam, num universo paralelo ao humano. Lentamente, vão-se introduzindo no nosso, e a diferença entre os vários tipos de seres é extremamente bem trabalhada. Chrysoula criou um mundo complexo, com personagens bastante interessantes e que nos cativam rapidamente. A história em si é simples: Bran tenta tudo para salvar Penny, fazendo um acordo com o Senhor das Fadas, Tarn, e a partir daí começa a evoluir a pouca magia que sabe. As suas aventuras para encontrar as três partes da Máquina que precisa são deliciosas, e se tivesse de escolher a minha preferida, seria talvez a primeira, pois é quando fui apresentada pela primeira vez ao outro Mundo. E depois temos as personagens, duas em específico que me marcaram: Tarn e Severin. O encanto e a sedução de Tarn são fáceis de explicar, há ali qualquer coisa que o liga a Bran e os mais românticos esperam que seja amor; já Severin, é complicado. É uma personagem terrível, mas senti-me inexplicavelmente atraída para si. Estou ansiosa para saber quando, e como, Severin volta. Ao não ter lido o primeiro volume, faltam-me algumas informações sobre as relações de alguns personagens, mas fiquei bastante curiosa quanto a Simon, Zachariah e os irmãos de Bran. E mesmo a avó de Branwyin, ao não estar presente fisicamente neste livro, é uma espécie de ameaça que paira na consciência da personagem, e gostaria de saber porquê ao certo.

Gostei muito de Infinity Key. Apesar de Bran ser um pouco cliché - a típica heroína que se dispõe a correr perigo de vida para salvar uma amiga - a história é maravilhosa, e há um grande potencial para desenvolvimento de personagens e relações. E todo o mundo criado, é tudo tão repleto de magia! Um excelente livro.

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2 comentários

  1. Olá,

    Tenho que concordar contigo a capa dá a sensação de um livro mais para um publico alvo infantil e que história é essa de começar a ler a partir do 2º volume ? :D

    Gostei do teu comentário, reflete o quanto gostaste do livro e como podemos ser eludidos por uma capa, vou seguir os teus comentários a trilogia / saga

    Bjs e boas leituras

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    Respostas
    1. Eu não sabia que era o segundo livro, quando descobri já era tarde :P Mas mesmo assim lê-se bem! Agora é ver quando consigo ler o resto da série ^^

      Beijinhos

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.