Li até à Pág.100 #33

novembro 23, 2013

- Memórias de um Mestre Falsário - 

Primeira frase da página 100:
"[Tornava-se agora impe-]rioso fechar a venda com o Ellis."

Do que se trata o livro?
Memórias de um Mestre Falsário relata a vida de William Heaney, um falsificador de livros raros de bom coração, alcoólico e com o dom de ver demónios.

O que está achando até agora?
Sendo o meu segundo contacto com este escritor, já estava à espera de um determinado grau de qualidade, e este livro não me desiludiu. Estou a adorar, apesar de a história não ser muito complexa, é muito boa.

O que está achando do protagonista?
William - Billy - Heaney é uma personagem fantástica. A lógica do seu pensamento é repleta de sabedoria e humor, e cada um dos seus passos é melhor do que o anterior. É uma personagem muito misteriosa, e aos poucos e poucos vamos compreendendo, com pedaços do passado, certas acções e atitudes do presente.

Melhor quote até agora:
Nenhuma.

Vai continuar lendo?
Sim, espero conseguir acabar nos próximos dias.

Última frase da página:
"Ninguém veio bater-me à minha porta."

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.