[Desafio Literário V] A Monster That Couldn't Love, de Emari Valdicar - Opinião

dezembro 06, 2013

Desafio Literário #2
Título: A Monster That Couldn't Love
Autor: Emari Valdicar
Editora: Amazon
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 14

As últimas letras do alfabeto não são muito fáceis para conseguir completar o segundo Desafio Literário do Eu e o Bam. Para a letra V, fui dar uma vista de olhos nos e-books que tinha no Kindle - e encontrei alguém cujo nome começa com V. O autor não me dizia nada, e decidi experimentar.

Estive tão, mas tão perto de desistir. A história é um bocadinho confusa - com alguns espaços temporais estranhos e inexplicáveis - e tudo o que consegui perceber é que estamos perante um lobisomem... sem-abrigo?, cujo amor da sua vida foi assassinado, e penso que o seu irmão também foi, e ele jura vingança. Tudo isto num conto, sim. Não é impossível, mas claramente Emari Valdicar quase o fez impossível. Porquê?
A escrita é... não me ocorre nenhuma palavra devidamente pejorativa para a qualificar. Imaginem a coisa mais horrível que já alguma vez tenham visto escrito - e exponenciem ao máximo. É essa a maneira como este livro está escrito. O autor ainda se tenta desculpar, a dizer que a personagem principal, o lobisomem, é iletrado e tem um forte sotaque. Foi extremamente difícil de ler, e confesso que fiquei surpresa por ter conseguido decifrar o que cada palavra era, na verdade. Qualquer explicação que o autor quisesse dar seria absolutamente desnecessária se ele não tivesse em primeiro lugar feito o disparate de publicar o livro como está.
A Monster That Couldn't Love é uma prequela ou uma história que acompanha uma série que o autor decidiu escrever (e que, para bem do próprio Valdicar, espero que seja escrita normalmente), e então o desenvolvimento da trama não é propriamente explícito, deixando apenas antever algumas revelações e deixa alguns mistérios no ar. Sinceramente, não estou minimamente curiosa para ler o resto.

Não aconselho este livro a ninguém. É uma perda de tempo e de esforço mental.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.