Li até à Pág.100 #37

dezembro 21, 2013

- Oliver Twist -
Oliver Twist

Primeira frase da página 100:
" - Não."

Do que se trata o livro?
Como praticamente toda a gente sabe, Oliver Twist fala da vida do órfão Oliver, e das aventuras do pequeno nos becos escuros e criminosos de Londres.

O que está achando até agora?
É a segunda vez que leio o Oliver Twist, pois da primeira não correu muito bem (era muito nova e perdi-me a meio do segundo volume, então desisti), e desta vez estou definitivamente a gostar. Não tinha memória de nada do que tinha lido anteriormente, portanto foi como ler pela primeira vez, e a escrita de Charles Dickens é impossível de ignorar.

O que está achando do protagonista?
Oliver, enquanto pessoa, não poderia existir. Ninguém pode ser tão cândido e bom como Oliver é, mas enquanto personagem e o que ela representa, é maravilhoso.

Melhor quote até agora:
Nenhuma.

Vai continuar lendo?
Estou perto do fim, confesso...

Última frase da página:
" - Vá, largue o chapéu e fale ao meu jovem amigo."

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.