Um Conto, Um Ponto #9: A Consoada, de Carlos Malheiros Dias

dezembro 10, 2013

Desafio Literário #1
Título: A Consoada
Autor: Carlos Malheiros Dias
Editora: Rosto Editora
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 5

Ambientado entre gente pobre, traça um quadro trágico de amor familiar. Uma mãe e uma filha, nas vésperas de Natal, esperam o pai que anda por fora a fim de comprar à filha um par de argolas para as orelhas... mas o pai nunca mais chega, e as duas vão-se enchendo de angústias, apesar da mãe as esconder na tentativa de sossegar a filha. Nenhuma delas, no entanto, consegue evitar imaginar cenários; e se o homem foi atacado por ladrões? O drama completa-se quando o marido e pai chega, transportado a braços por outros homens, como morto.

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Conto mais simples do que A Consoada é difícil de encontrar. Com apenas cinco páginas e uma interpretação bastante rápida e fácil, esta história é perfeita para qualquer momento. Embora não considere este conto uma obra-prima - começa demasiado bem e acaba abruptamente, para além de ser previsível - aconselho a sua leitura. A maneira como está escrito é incrivelmente tradicional e próxima do leitor, e fez-me viajar para noites escuras e frias no interior. A sua escrita é sem dúvida o seu ponto forte, denunciado o autor como bom conhecer das terras do seu país e das suas gentes.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.