Um Conto, Um Ponto #11: O Presente dos Magos, de O. Henry

dezembro 12, 2013

Desafio Literário #1
Título: O Presente dos Magos
Título Original: The Gift of Magi
Autor: O.Henry
Editora: Rosto Editora
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 9

Recolhido em livro em 1906, é um dos contos mais populares da língua inglesa: não há quem não se emocione com a história desse jovem casal apaixonado, que entrelaça amor e pobreza, destino e acaso na Nova York do começo do século XX.

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Pensava eu que estava a ler algo inédito, e pouco depois do início do conto reconheci e muito bem a história escrita. Desconhecia por completo a sua origem - aliás, conhecia-a sob a forma de uma anedota e, não querendo ofender a arte do humor, saber que foi escrita no início do século XX trouxe uma outra magia até então escondida do meu conhecimento. Mesmo sabendo o final da história, foi com tristeza que assisti ao desenrolar dos eventos, até ao final triste (cómico?) que toda a gente bem conhece. É uma boa reflexão, e acaba mesmo por ser uma bonita história de amor. A relação com os Reis Magos é fácil de perceber, se bem que eu passava bem sem a comparação.

Este conto já foi adaptado uma série de vezes, sendo popular na altura do Natal. Talvez nos próximos dias, em algum canal, dê uma das suas adaptações.


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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.