Circle of Fire, de Keri Arthur - Opinião [ARC]

janeiro 20, 2014

Título: Circle of Fire
Série: A Damask Circle
Autora: Keri Arthur
Editora: Random House Publishing Group - Bantam Dell
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 217

Por vezes, lemos livros só porque sim. Não sabemos explicar porquê que os queremos ler, apenas o queremos fazer. Com Circle of Fire foi isso que me aconteceu: apenas quis ler o livro, por nada. Chamem-lhe capricho, se assim quiserem. Mas é então um capricho que vale bem a pena.

Circle of Fire conta a história de como Maddie, uma rapariga com estranhos poderes e assombrada pela culpa da morte de uma pessoa, e Jon, um ser que não é humano nem deixa de ser, se cruzam nas vidas um do outro para resolver uma série de crimes, que envolvem dezasseis adolescentes que, após estarem desaparecidos, são encontrados mortos e exangues. Tudo piora quando o próprio sobrinho de Maddie desaparece, e esta tem de enfrentar os seus maiores medos, incluindo a forte atracção que sente por Jon.
Esta é a história promissora por trás deste livro, e posso garantir-vos que as coisas só melhoram. Penso que Circle of Fire é mesmo uma lufada de ar fresco, pois apesar de ser um mundo em que existem vampiros, eles nem sequer fazem parte da história. Temos Maddie, uma humana com poderes, e Jon, um shapeshifter, ou seja, alguém que consegue mudar de forma para um animal, neste caso um falcão. A forma como ambas as personagens lidam com as situações que as envolvem está bastante bem pensada e desenvolvida, e o seu envolvimento com o "nosso mundo", aquilo que conhecemos como quotidiano, está bastante bem-feito, trazendo algum realismo no meio de toda a fantasia. É uma história com um ritmo bastante energético, até porque é uma corrida contra o tempo; nunca há momentos mortos, havendo sempre acção e novas decisões por tomar.
O que nos pode enervar nesta leitura é o comportamento das personagens... uma com a outra. Maddie e Jon apaixonam-se, mas não estão juntos. Ao lerem o livro perceberão porquê, mas a resistência que oferecem consegue ser realmente irritante, após momentos poderosos e belos que vivem, e os quais Keri Arthur descreve com uma magia fantástica. Ficou-me marcada na memória a imagem de Maddie, magoada, e Jon, junto a ela, a encostar a sua testa à dela, num momento de amor e carinho. É algo simples mas que a autora replica com uma beleza incrível.
Algo que me deixa com pena é que os restantes livros da saga, Circle of Death e Circle of Desire, não estejam relacionados com Maddie e Jon. Principalmente Jon é uma personagem muito mal explorada, sabemos muito pouco dele, e seria bom termos oportunidade de conhecer um pouco mais de si. Quem sabe se numa outra altura Keri Arthur não voltará a esta série A Damask Circle?

Recomendo vivamente este Circle of Fire, a todos os fãs de romance paranormal e fantasia urbana. É muito bom mesmo, fresco e interessante. Com certeza vou querer ler a continuação da série, que já foi publicada há uns anos. Só não sei se foi traduzida para Português - algo que tanto quanto consegui apurar até agora, não. É pena, pois só se está a perder uma boa escritora.

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2 comentários

  1. Olá,

    Ainda bem que não está por cá publicada, mais uma serie, bolas :P

    Grande comentário e penso que seria uma serie que até investia :)

    Bjs e boas leituras

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    1. Eu já fiz o pedido na NetGalley para ler os restantes volumes, que eles já têm disponíveis. É que estou mesmo ansiosa para ler o resto, gostei mesmo de ler o raio do livro! :)

      Beijinhos

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.