Li até à Pág.100 #44

janeiro 28, 2014

- Os Anjos Morrem das Nossas Feridas -

Primeira frase da página 100:
"-Vamos embora - disse-me Gino, já em pé."

Do que se trata o livro?
Os Anjos Morrem das Nossas Feridas conta a história da vida de Turambo, nome fictício da personagem principal, que é revista no momento da sua iminente execução. Até agora, é uma vida pobre, esparramada em miséria, mas quase sempre com alguma esperança.

O que está achando até agora?
O livro está-me a surpreender bastante. Começo a compreender todos os louvores que lia ao autor e à sua obra. Simplesmente, é bom demais. A sua escrita é sobrenatural.

O que está achando da protagonista?
Turambo é uma personagem bastante forte, que nos conquista através da sua mísera existência com um olhar para o amanhã. É difícil ficar indiferente ao seu sofrimento enquanto menino, e quando damos por ela, já estamos tão envolvidos na personagem que Turambo está prestes a entrar na idade adulta enquanto vive no nosso coração.

Melhor quote até agora:
Não é nada de outro mundo, mas esta frase, esta descrição, é uma boa prova da qualidade de escrita de Yasmina Khadra.

"Era um rapaz europeu, vestido como um príncipe, com o Verão no cabelo e o mar nos olhos."

Vai continuar lendo?
Claro que sim.

Última frase da página:
"Os clientes da garagem contavam-se entre os novos-ricos da cidade, homens que tinham a preocupação das aparências e que ostentavam o seu estatuto social como um soldado as suas medalhas, [revanchistas e orgulhosos do esforço que, contra todas as expectativas, os levara da barraca ao palácio.]"

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.