Maratonas Literárias Viagens (In)Esperadas: Desafio 2

janeiro 29, 2014

"DESAFIO 2
Apresentem-nos um dos novos autores que decidiram “conhecer” nesta maratona."

Depois de ler Walter Scott e William W. Jacobs, estou neste momento a ler Yasmina Khadra, e é dele que vos vou falar.


Yasmina Khadra (que traduzido literalmente é jasmim verde), cujo verdadeiro nome é Mohammed Moulessehout, nasceu no Saara argelino em 1955. Hoje é uma das vozes mais importantes do mundo árabe e um digno embaixador da língua francesa. Os seus romances estão traduzidos em dezassete países e encontram um interesse crescente. As Andorinhas de Cabul, que John Cullen traduziu nos USA, recebeu o apoio das mais importantes livrarias americanas e canadianas e o San Francisco Chronicle e o Christian Sciences Monitor elegeram-no como o melhor livro do ano nos Estados Unidos. O prémio Nobel J.M. Coetzee vê neste escritor prolífico um romancista de primeira ordem.

Livros editados em Portugal:

Os Anjos Morrem das nossas Feridas
Cada Dia é um Milagre
O Olimpo dos Desventurados
O que o Dia Deve à Noite
A Sirene de Bagdade
O Atentado
As Andorinhas de Cabul
O Escritor
Com que Sonham os Lobos

O que estou a ler é Os Anjos Morrem das nossas Feridas, e estou pura e simplesmente a adorar. Khadra tem o dom da escrita.

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2 comentários

  1. fiquei curiosa com este escritor, hum... vou acresecentar á lista :)
    bjs

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    1. Tenho a sensação que irias gostar dele :) E tem um aspecto tão simpático este senhor! ^^

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.