Monday Madness #1

janeiro 27, 2014


O Monday Madness está descontinuado, portanto vou buscar os tópicos desde o início desta rubrica. Espero que gostem!

1. Escreve sobre um dia que queres esquecer.

Ora bem, isto é um contra-senso! Se é um dia que quero esquecer, então porque haveria de escrever sobre isso? A primeira coisa que me veio à cabeça, aliás, os dois dias, são 2 de Janeiro de 2012 e 3 de Outubro de 2012. São os dias em que enterrei os meus dois outros gatos, Fru e Loki, companheiros do Bam.

2. Que personagem de um livro gostarias de conhecer e porquê?

Ai, tantas, tantas... Lestat de Lioncourt! Porque ele é absolutamente apaixonante.

3. Acordas numa cama de hospital, sozinha, impotente e confusa, com mais nada à tua volta - nada de postais, flores, nada que diga o porquê de estares no hospital - excepto um espelho. Atrever-te-ias a olhar-te no espelho?

Claro que sim. Até porque queria ver se era um zombie, porque com este cenário seria a primeira coisa que me vinha à cabeça!

4. Ao brincar no corredor um dia, os teus filhos sem querer vão contra o relógio do teu avô, que está na família há anos. Ao cair no chão, encontras uma nota dentro, escrita pelo teu bisavô, que morreu dois meses depois de teres nascido. Estranhamente, a nota é endereçada a ti.

Não sei muito bem o que é suposto eu desenvolver a partir daqui, suponho que a nota?

"Querida bisneta,

Quando nasceste eras o bebé mais lindo que alguma vez vi. E quando te olhei nos olhos, soube. Soube que eras tu que me irias resgatar, um dia. Sei que vou esperar pacientemente, a contar os segundos, até me libertares. Quando esse dia chegar, quando esta nota te chegar às mãos, ambos saberemos que chegou o momento. Quando acabares de ler as minhas palavras, conta até dez, e depois olha para trás.

O teu bisavô, que está ansioso por te rever"

5. Imagina que te recordas dos momentos logo após o teu nascimento, e descreve o que vês usando o presente.

Aqui estou eu! Passados nove meses naquele sítio escuro e apertado, sinto que o mundo já está preparado para alguém como eu. Esta gente é estranha, só lhes vejo os olhos, mas não gosto deles. Mal olham para mim. O que estás a fazer? Pára!... Aaaaaaaahhhhhh, vou-me vingar dessa palmada! Mãããããeeee! Eu quero a minha mãe! Mãããeeee... Agora ficou-me a doer o rabo, estão contentes? Acho bem que me ponham nos braços da minha mãe, ela não vai deixar que me dêem mais palmadas! Agora fora daqui, que a minha mãe quer-me abraçar. Quentinho, e cheira tão bem... Já dormia! Mas... oh, outra vez não. Deixem-me ficar aqui, mais um bocadinho... Não? Então vou desatar num berreiro! Vocês vão ver! Isto vai ser longo...

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2 comentários

  1. Hehe! Gostei muito da resposta 5!! xD
    Um desafio muito giro! ;)

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    Respostas
    1. :) Obrigada Carolina, e é verdade, é um desafio mesmo engraçado :)

      Beijinhos

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.