Um Conto, Um Ponto #12: Coração de Corda, de Carina Portugal

janeiro 19, 2014

Coração de Corda
Título: Coração de Corda
Autora: Carina Portugal
Editora: Smashwords
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 39

Um sorriso doce pode esconder o segredo mais obscuro. Philip Reeve é um artesão reconhecido e Angelique uma frágil bailarina francesa que, no Teatro Dark Forest, o encantou com a sua arte . Quando a dama o visita na loja de brinquedos, Philip não consegue esquecer a cena presenciada nos bastidores, nem o medo que vê nela. Contudo, é incapaz de imaginar a magnitude da tempestade que se adivinha.

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Há imenso tempo que estava curiosa em conhecer a escrita de Carina Portugal. Os elogios que lhe lia eram mais do que muitos, e surgiu a oportunidade de ler este Coração de Corda e finalmente entrar no mundo da escritora.
Foi a minha primeira incursão num universo de steampunk, e devo dizer que gostei imenso. Sendo ignorante nestas matérias, penso que a autora conseguiu transportar a essência deste género para este pequeno conto, tornando-o, para mim, mais interessante e especial. Os lugares-comuns do steampunk estão lá, aliados a uma história fantástica que se vai desenrolando à nossa frente de uma maneira rápida mas equilibrada, extremamente agradável. Gostei bastante da maneira como as personagens interagem entre si, nem sempre da maneira que estamos à espera, surpreendendo-nos com as suas atitudes.
Apesar de não me ter agradado uma parte da recta final, que envolve Philip e Angelique, confesso que adorei este Coração de Corda. Por tudo: por ter sido o meu primeiro steampunk, pela maneira como está escrito, pelas personagens, pela história.
No futuro, vou de certeza ler mais de Carina Portugal. E para quem ainda não leu, então não percebo do que estão à espera :)

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5 comentários

  1. lol,

    Eu já li e até conheci pessoalmente ehehe mas este ainda não tive oportunidade de ler por manifesta falta de tempo e pelo que percebo está mesmo bom.

    Tenho que ler :(

    Bjs e boas leituras

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    1. Como se costuma dizer, "eu nunca a vi mais gorda" :P Mas gostei muito da sua escrita. Tens mesmo de experimentar :)

      Beijinhos

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  2. Bem, eu também sou magrita, por isso é difícil verem-me mais gorda xD

    Nádia, fico muito contente que tenhas gostado tanto. Muito obrigada pela leitura, é sempre tão bom saber que alguém se interessa pelos nossos escritos! Espero que continues a ler e a gostar do meu trabalho. E tu também, Fiacha, senão ainda me relembro dos gelados que me deves... ò.ó

    Beijinhos

    (este comentário é capaz de aparecer umas 3 vezes, que o formulário está sempre a encravar, e nunca sei se enviou ou não a mensagem)

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    1. Carina, muito obrigada pela tua visita! :D Com certeza hei-de continuar a ler ;)

      Eu não publiquei os outros dois, realmente eram 3, assim fica só um :P

      Beijinhos

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    2. lol,

      A ver se o faço sim Carina e não comeste os gelados porque não quiseste ehehe

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.