Um Conto, Um Ponto #13: Amor Diabólico, de Elizabeth Bowen

janeiro 26, 2014

Contos Fantásticos (Biblioteca de Verão JN 2011, #15)
Título: Amor Diabólico
Título Original: The Demon Lover
Autora: Elizabeth Bowen
Editora: Rosto Editora, Lda.
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 11

Quando a Mrs. Kathleen Drover volta para a sua casa em Londres, para ir buscar algumas coisas que ela e o seu marido deixaram para trás durante os bombardeamentos daquela cidade pelos alemães em 1940-1941, encontra uma carta que não devia estar lá.

"Querida Kathleen,
Decerto não te esqueceste que hoje é o nosso aniversário e o dia que marcámos. Os anos decorreram ao mesmo tempo vagarosos e rápidos. Na esperança de que nada se tenha modificado, conto contigo para o cumprimento da promessa. Entristecia-me a ideia de teres deixado Londres, mas vejo, com prazer, que regressaste na devida altura. Espera-me, por conseguinte, à hora combinada.
Até já,
K."

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Devo confessar que não compreendi o conto. Isto é, compreendi o que lá está, o que se passa, a história. Só não compreendo o porquê de ter sido escrito. E não me interpretem mal, eu gostei do tom obscuro que envolve este pequeno conto. Mesmo assim, não consigo compreender ele andar aí à solta.
A história é muito simples - aliás, não passa dali da sinopse - e muito, muito rápida de ler. Mesmo com o final aberto com o qual termina, e que aos poucos e poucos de certo modo já esperamos, há pouco a acrescentar. Está bem escrita: sim. É de fácil compreensão: sim. Lê-se incrivelmente bem: sim. Mas falta-lhe qualquer coisa. Como, por exemplo, um grande porquê escrito a letras bem grossas e destacadas.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.