sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

14 de Fevereiro, Dia dos Namorados


No ano passado, deixei-vos uma lista de livros para este dia, que podem recordar aqui. Este ano, vou deixar-vos com dois poemas. Apesar de, como alguns de vocês sabem, a poesia não ser a minha paixão, não sou insensível!, e há sempre um poema ou dois que nos tocam. O primeiro irei deixar em inglês, pois desconheço tradução para português, e outro será bem português. O poema em inglês é provavelmente um dos meus favoritos de todos os tempos, e o poema português é de uma poetisa que admiro muito, e que quero conhecer mais e melhor.

How do I Love Thee?,
de Elizabeth Barrett Browning

How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday's
Most quiet need, by sun and candle-light.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise.
I love thee with a passion put to use
In my old griefs, and with my childhood's faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints, --- I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life! --- and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

O Nosso Mundo,
de Florbela Espanca

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno
Pousando em ti o meu olhar eterno
Como pousam as folhas sobre os lagos...

Os meus sonhos agora são mais vagos
O teu olhar em mim, hoje é mais terno...
E a Vida já não é o rubro inferno
Todo fantasmas tristes e presságios!

A Vida, meu amor, quero vivê-la!
Na mesma taça erguida em tuas mãos,
Bocas unidas hemos de bebê-la!

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor!...As nossas bocas juntas!...

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