Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano - Opinião

fevereiro 17, 2014

Título: Eurico, o Presbítero
Autor: Alexandre Herculano
Editora:
Ano de Publicação: 1844
Número de Páginas: 186

A sugestão de ler este livro como parte dos Desafio Literários (Clássico - Romance, Diversidade Literária - Romance Histórico) foi-me dada numa conversa, quando eu já tinha decidido ler Ivanhoe, de Walter Scott. Decidi escolher o autor português, pois pareceu-me uma boa maneira de ir conhecendo mais clássicos portugueses, e pelas opiniões que tinha lido do livro, pareceu-me uma boa opção.

Infelizmente, não podia estar mais enganada. Foi um livro extremamente cansativo de ler, com uma escrita que não é fácil de compreender. Apesar de nos habituarmos à mesma com a passagem dos capítulos, não a consegui ler com a fluidez usual, sendo um grande entrave ao aproveitamento do livro. Eu sei que é natural que um livro do século XIX não seja de leitura tão acessível como um publicado ontem, mas nunca tive muitos problemas de adaptação. Com este de Alexandre Herculano, desconfio que nunca me tenha adaptado a 100%.
Depois temos a história. É uma bonita e triste história de amor, entre um presbítero e uma mulher que, sendo de um nível social mais elevado que ele, lhe é rejeitada. Eurico dedica-se então ao sacerdócio, e posteriormente à guerra, quando a Península Ibérica é atacada pelas forças árabes (no século VIII). Mas é uma história difícil de deslindar, com o tipo de leitura que é apresentado... Tinha grandes expectativas para este romance, mas saíram-me todas furadas.
Pouco mais consigo dizer sobre Eurico, o Presbítero, e com muita pena minha. Estava mesmo à espera de gostar e muito do livro, e foi, até agora, a maior desilusão do ano. Se quiserem uma análise da obra, certamente encontrarão imensas, mas aqui fica a minha opinião. No entanto, apesar de não recomendar o livro, aconselho a sua leitura, ou pelo menos tentarem ler. É sempre enriquecedor lermos um nome grande da nossa literatura, neste caso Alexandre Herculano, o pioneiro do romance histórico em Portugal.

Podem encontrar este livro gratuitamente no Projecto Adamastor.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.