Li até à Pág.100 #48

fevereiro 15, 2014

- Eurico, o Presbítero -

Primeira frase da página 100:
"[- Não tenho ninguém no mundo - respondeu o cavaleiro, cujo aspecto se carregou ainda mais ao ouvir estas últimas palavras -, mas não pode aquele cujo coração é ermo desses afectos] ser também infeliz?"

Do que se trata o livro?
Eurico o Presbítero conta a história de Eurico, a forma como se entrega à guerra após ser rejeitado pela família da mulher que ama, tendo como pano de fundo as invasões árabes na Península Ibérica no século VIII.

O que está achando até agora?
Eu tentei. Eu juro que tentei, mas este livro está a ser muito, muito complicado de ler.

O que está achando do protagonista?
Nada. Rigorosamente nada.

Melhor quote até agora:
"Orgulho humano, qual és tu mais — feroz, estúpido ou ridículo?"

Vai continuar lendo?
Sim, mas mais pelo facto de não gostar de deixar livros a meio do que por gostar da obra.

Última frase da página:
"Apenas o gardingo proferira estas derradeiras palavras, o clarão avermelhado da lareira bateu subitamente no vulto agigantado de Gutislo, que surgira à boca da gruta e parecia hesitar se devia ou não interromper o diálogo dos dois guerreiros."

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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.