Um Conto, Um Ponto #14: O Quarto das Tapeçarias, de Walter Scott

fevereiro 02, 2014

Contos Fantásticos (Biblioteca de Verão JN 2011, #15)
Título: O Quarto das Tapeçarias
Título Original: The Tapestried Chamber
Autor: Walter Scott
Editora: Rosto Editora, Lda.
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 22

General Browne, recentemente vindo de uma guerra, fica em Woodville Castle, casa de um amigo seu de escola, agora lorde, Frank Woodvile. Como parte de uma experiência, Frank oferece a Browne o quarto conhecido como "O Quarto das Tapeçarias", que se diz ser assombrado...

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Este pequeno conto é interessante, se nos conseguirmos situar na época em que foi escrito. Tem um componente de terror que é o ponto alto da história, pois tudo o que anda à volta é meramente acessório; não conta nada, não acrescenta nada, mas tinha de haver algo que justificasse aquela noite.
A leitura de O Quarto das Tapeçarias vale a pena como introdução ao escritor clássico Walter Scott, mas tirando a oportunidade de começar a desvendar o autor, pouco aconselharia este conto, pois de conteúdo é muito fraco, e de impacto é ainda menor.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.