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março 06, 2014


Censura
Provavelmente, por princípio somos contra a censura, mas... achas que deveria depender consoante a idade dos leitores? Ou é sempre um conceito errado? E quanto à diferença entre a censura "oficial", como uma do governo ou da escola, e a dos pais, quando proíbem os filhos de ler algum livro?

Sinceramente, a nível pessoal, pouco me interessa que seja ou não censurado. Estamos numa altura em que a censura ainda existe (e muito, só não vê quem não quer), mas também estamos numa altura em que temos tudo à nossa disposição. Basta saber onde encontrar.
Não acho que vá fazer uma grande diferença censurar consoante a idade dos leitores. O Tom & Jerry, que é para miúdos, não é das coisas mais violentas que já viram? Tudo tem de se educar desde cedo, independentemente do que se lê, ouve, vê, joga, qualquer outra coisa. Portanto censurar só porque não 
é para a idade é estúpido (claro que não ia dar um livro erótico a uma criança de sete anos para ler, mas vocês percebem onde eu quero chegar; não falemos de extremismos).
A censura oficial... é melhor nem falar nisso. O que eu tenho a dizer em nada vai alterar o rumo das coisas, e quanto à censura em casa, sinceramente nunca pensei nisso. Nunca me foi proibido ler nenhum livro, portanto é uma situação que nunca me passou pela cabeça.

Gostaria ainda de acrescentar que é um tema do qual não gosto de falar, porque há muita coisa aí... e embora seja um tema que dê pano para mangas, e vestidos, e carpetes, não o vou alongar mais.

Qual é a vossa opinião?

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.