Li até à Pág.100 #57

março 20, 2014

- Um Eterno Minuto de Silêncio -

Como é um livro de contos, vou falar-vos acerca do conto que encontra a página 100, intitulado Minuto de Silêncio II - Alkinoe_22

Primeira frase da página 100:
"[Convivera com a vida violenta e fizera dela modo de estar, até vir] depois a escalar para situações muito mais pesadas."

Do que se trata o conto?
Este conto é sobre a vida de Alcina, descrita como uma gothic latina mas que se sente apenas emo, e da tristeza que inunda a sua vida, desde à situação familiar à do seu trabalho, passando pelo campo amoroso e perspectivas para o futuro.

O que está achando até agora?
O conto, já o acabei de ler, gostei bastante. O livro em geral, estou a adorar. A qualidade da escrita, a capacidade de contar uma história... é muito bom mesmo.

O que está achando da protagonista?
A protagonista deste conto, Alcina, é uma personagem com quem criei uma empatia rápida, mas da qual ao mesmo tempo mantive uma certa distância, pois parecia-me artificial demais. Mas a nível de personagem, está muito bem construída.

Melhor quote até agora:
"Porque a morte era mais do que o simples termo físico que os esperava a todos; uma pessoa morria tantas vezes quantas perdia um sonho."

Vai continuar lendo?
Este conto, como já disse, já li; estou ansiosa para ler os restantes.

Última frase da página:
"-Eu... quis... só... - tentou falar, incoerente, de boca em sangue."

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.