Monday Madness #4

março 10, 2014


1. Hoje começou como uma manhã normal de Segunda-feira, até que...

... de um momento para o outro o céu ficou negro, carregado de nuvens cheias de maus presságios. Não demorou muito até um vento assustador se levantar e gordas pingas de chuva, que caíam como facas nas peles desprotegidas, invadirem a terra. Apesar do aparato, tudo isto demorou apenas uns minutos. A escuridão foi vencida por uma luz que, tão depressa como apareceram as nuvens escuras, tomou conta do céu. De todo o céu. O azul não existia, não se via nenhuma nuvem, nem sol, nem nada. Apenas aquela luz branca amarelada, forte, quente, que parecia zumbir e sufocar. Ninguém sabia o que era aquilo.

2. Como é que descreves uma pessoa que tem tudo o que alguém alguma vez poderia desejar?

Como é que eu descrevo? Como alguém incrivelmente sortuda. Gostava de descrever essa pessoa como eu: Nádia Batista, 24 anos, 1,56 m... infelizmente, esse alguém não sou eu!

3. Houve um acidente terrível. Acordas numa cama de hospital, sozinha e com nada à tua volta - nada de postais, flores, nada que diga o porquê de estares no hospital - excepto um espelho. Atrever-te-ias a olhar-te no espelho?

Esta pergunta é muito parecida a uma que saiu anteriormente, e a minha resposta mantém-se: sim, olharia. Queria ver o que raio estava a acontecer.

4. Um dia acordas num colete de forças, a ser levada para um asilo. Como é que provas a tua sanidade? O que é que os guardas e os psiquiatras dizem que tu fizeste?

Não consigo deixar de imaginar a séria American Horror Story: Asylum, o que é, no mínimo, perturbador.
Os médicos justificam a minha presença com uma acusação de assassínio em série, algo que os psiquiatras corroboram, ao descobrir a minha raiva contra determinadas coisas que acontecem no mundo. Apresentam como prova irrefutável um livro da minha autoria, de um assassino em série, com os crimes detalhadamente descritos. A minha sanidade é difícil de provar devido a todas as drogas que me são dadas para me manter calma, e o meu aparente estado é de abstracção, sem conseguir reagir ao mundo exterior. Mas isso é o meu aparente estado... porque secretamente estava a preparar um plano para mostrar a todos que eu não sou louca. Mas isso é para um próximo capítulo... muahahahah.

5. O que é que adoras ou detestas acerca de cozinhar?

Eu adoro cozinhar. Só não gosto de cozinhar por obrigação, mas isso são outros quinhentos. Regra geral, gosto muito de estar na cozinha, acima de tudo a fazer bolos, biscoitos, sobremesas. Isso é que eu gosto mesmo de fazer. E nem sou daquelas pessoas que se preocupa muito com a louça que suja, não tenho grandes problemas em lavar louça! Portanto... desde que me deixem em paz, por mim estar na cozinha é estar bem :)

You Might Also Like

0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.