Booking Through Thursday #10

abril 03, 2014


Anotações

Escreves em livros? Realças? Fazes notas? Ou gostas de manter os teus livros o mais perfeito possível?

Como quem me vem a seguir há algum tempo sabe, eu gosto dos meus livros perfeitinhos. Escrever em livros ou realçar algumas passagens é coisa que a mim me faz confusão e quase que me põe doente. Isto é, se conhecer alguém que faça isso aos seus livros, apesar de não conseguir entender, não me importo... desde que se mantenham afastados dos meus.
Convém dizer que quando li A Insustentável Leveza do Ser, era um exemplar emprestado que vinha todo riscado, e esses apontamentos ajudaram-me imenso à leitura. Mas, como disse antes, esse livro não era meu. Enquanto não for o meu, por mim está tudo bem :)

Fazer notas é basicamente o mesmo que rabiscar livros, logo a minha opinião mantém-se, mas também não sou muito adepta de ir colando post-it's pelas páginas do livro de cada vez que gostamos de alguma coisa. Não vos sei explicar ao certo o porquê, mas talvez venha do facto de eu nunca ter apreciado propriamente o objecto; raramente o utilizo ou utilizei, mesmo na altura da escola.

A minha solução é simples. Tenho um caderno em que aponto tudo o que mais gosto nos livros, entre outras coisas. Mantém o livro direitinho e um caderno bem engraçado (se eu não o perder nos próximos dez anos). 

You Might Also Like

2 comentários

  1. Ois,

    Por acaso é coisa que provavelmente devia fazer, uma vez que como sabes comento livros para a SDE mas não o faço por vezes se há alguma passagem que considere possa integrar num comentário ao livro, dou-lhe uma dobra na ponta da folha de resto não faço nada, homens lol

    Mas não me faz confusão e até admiro quem faça e quem estime os livros como é o teu caso :D

    Bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, por mais que me possa fazer confusão, se não fizerem nos meus livros, por mim está tudo bem :P

      Eliminar

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.