Li até à Pág.100 #58

abril 08, 2014

- O Palácio de Inverno -

Primeira frase da página 100:
"Depois de chegar a São Petersburgo, passei semanas pensando em Cáchin, na família que tinha deixado, no amigo cuja morte tanto me pesava na consciência."

Do que se trata o livro?
O Palácio de Inverno conta a história de Geórgui, no presente e no passado, no sentido de contar a história da sua vida. Até agora, tudo o que sei é que de momento mora em Inglaterra com a esposa, e já é muito idoso, e aos poucos vai recordando a sua vida, nos tempos de juventude e alguns acontecimentos mais recentes. 

O que está achando até agora?
Estou a gostar imenso. Está-me a surpreender a sensibilidade da história, a sua tragicidade.

O que está achando do protagonista?
Geórgui parece-me ser uma personagem amorosa, facilmente nos cativa com a sua doçura e pela maneira como leva a vida.

Melhor quote até agora:
Nenhuma.

Vai continuar lendo?
Sim, claro.

Última frase da página:
"Eu nunca tinha lido um único livro na vida, claro, mas eles me chamavam, sussurrando em suas [encadernações uniformes, e eu ia de um a outro, examinando as páginas de rosto, lendo os parágrafos iniciais como conseguia, pondo os volumes já folheados na mesa atrás de mim, sem nem pensar.]"

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.