segunda-feira, 7 de abril de 2014

Monday Madness #6


1. Nunca senti tanto medo como...

Bem, eu sofro de paralisia do sono, portanto, para quem souber o que é, facilmente perceberão o porquê de morrer de medo nessas alturas :)

2. Escreve sobre um dia que te queres lembrar para sempre.

Há muitos dias que quero e espero que me recorde para sempre... O primeiro que me lembrei foi até numa noite, em que estava tanto vento como poucas vezes vi na minha vida, e estava na praia com o meu namorado (que na altura ainda não era) e o vento trouxe-me as suas palavras "Eu sei que vou ser eu a tua escolha".

3. Foste convidada para ir até à casa de amigos, um paraíso longe das confusões citadinas. Mas uma coisa corre mal. Terrivelmente mal. Escreve a partir do ponto em que as coisas começam a correr mal.

As coisas começaram a correr mal mal cheguei. Fui a última a fazê-lo, pois nunca tinha ido até à casa do Anacleto e perdi-me um bocadinho no caminho. Mas finalmente dei com aquele pedaço de terra, e que visão paradisíaca! Uma casa de madeira, perdida no meio da floresta, com o som de um rio a correr algures e fracamente iluminada pelos pirilampos que brincavam à sua volta. Seria o fim de semana perfeito, o escape de que estava a precisar depois de uma semana tão complicada. Pelos carros estacionados vi que realmente não faltava ninguém, e apressei-me em direcção à entrada, carregada de malas e compras. Estranhei o silêncio que se fazia, pois normalmente os meus amigos eram barulhentos, mas ignorei e entrei sem bater. O silêncio seguiu-me para o interior da casa, onde um corredor desembocava em várias divisões, e apenas duas estavam iluminadas. Comecei a chamar por eles, e virei na primeira sala iluminada que se encontrava à direita, e o que vi... Meu Deus, o que vi... cinco dos meus amigos estavam mortos, os seus corpos ensanguentados, espalhados pela sala. Salpicos que se uniam em charcos de sangue pintavam os móveis, as suas expressões tranquilas em contraste com os seus corpos horrivelmente mutilados. Abri a boca mas dela nem um som saiu, e apercebi-me que faltava... Antes de conseguir concluir o meu raciocínio, um som vindo de trás de mim fez-me virar, e da porta da sala conseguia ver a outra divisão iluminada, que era a cozinha. Ali estava ela, a que faltava, de costas para mim, mas, aparentemente, viva.
- Faustina... - consegui chamar, no meio do meu terror.
Foi quando ela se virou para mim, com um ar à sua volta que nunca antes tinha visto. Manchada de sangue e a segurar um facalhão. Começou a vir na minha direcção, e sabem quando se costuma dizer que não pode haver pior? Acreditem que pode. Aqui, comecei a correr, e aquilo que tinha começado mal, estava vertiginosamente a tornar-se em algo muito pior.

4. Estás prestes a casar-te, a cerimónia dos teus sonhos. Tudo correu na perfeição até agora, até que o padrinho confessa que penhorou as alianças há uns dias atrás. Escreve esta cena.

P - Há uma coisa que precisas de saber, antes de entrares...
Eu - Não me digas que correu alguma coisa mal! Eu sabia, estava tudo a correr demasiado bem...
P - Não, calma! Está tudo bem, é só que...
Eu - O meu pai já chegou?
P - Já, não...
Eu - O salão está pronto?
P - O salão está perfeito, o que...
Eu - O padre está bêbado?!
P - O quê? Eu não sei onde vais buscar essas ideias... Não,...
Eu - Então parece-me estar tudo bem. O Clarisbadeu está pronto, já está lá no sítio?
P - Hum? Não sei, quando saí...
Eu - Pois claro que não sabes, estás aqui na treta comigo! Vá, pira-te daqui, que tenho de procurar o meu pai, diz ao Clarisbadeu que já não demoro.
P - Mas há uma coisa que preciso de te dizer!
Eu - Não quero saber de mais nada, agora. Apenas quero...
P - Mas é importan-
Eu - LALALALA não estou a ouvir! Já daqui para fora!
(entretanto, na cerimónia, à medida que a troca de alianças se aproxima, o padrinho começa a ficar amarelo, depois azul, depois cinzento... as atenções vão-se voltando para ele, culminando nas palavras bruscas a exigir as alianças)
P - Eu... eu não as tenho.
Eu - Como não as tens?
P - Era isso que eu queria dizer ao bocado, quando estávamos sozinhos lá dentro...
Clarisbadeu - Espera aí, sozinhos lá dentro? Que conversa é esta? O que é que estiveram a fazer os dois sozinhos lá dentro?
Eu - Homem deixa-te de disparates, não aconteceu nada... Vá, onde estão as alianças?
(neste momento, as portas da igreja abrem-se, e entra uma mulher a correr, em direcção ao altar, que grita:)
Mulher - Clarisbadeu, eu amo-te! Por favor, não digas que a noite de ontem foi a última!
(um silêncio ensurdecedor toma conta da igreja e até os santinhos apuram os ouvidos para ouvir o que vem aí. O padrinho, finalmente, volta à cor normal)

5. Diz uma coisa que gostes realmente em ti.

Dos meus olhos, gosto da combinação de cores e que sejam iguais aos da minha mãe :)

Sem comentários :

Enviar um comentário

Obrigada por comentares :)