World Wide Livro #12: Adaptações Cinematográficas de Shakespeare

abril 12, 2014

Foram produzidas mais de 420 versões de filmes de longa-metragem das peças de William Shakespeare, fazendo dele o autor mais filmado em todos os tempos. Não se assustem, não vou deixar aqui uma lista com 420 pontos, mas sim as dez adaptações de Shakespeare que fizeram mais sucesso no cinema, por ordem decrescente.

O Rei Leão
O Rei Leão

A trama de uma das animações mais populares da Disney foi criada a partir de várias referências, entre histórias bíblicas, além de Hamlet e Macbeth, de Shakespeare. O nome do autor não aparece nos créditos do desenho, mas a saga de Simba não esconde a origem.

Gnomeu e Julieta
Gnomeu e Julieta

O clássico Romeu e Julieta ganha uma versão encenada por... duendes de jardim. A crítica torceu o nariz, mas uma continuação está a caminho.

Romeu + Julieta
Romeu + Julieta

O diretor australiano Baz Luhrmann, de Moulin Rouge e O Grande Gatsby, irritou puristas com uma versão atualizada, extravagante e violenta para uma as peças mais conhecidas do inglês. Leonardo DiCaprio e Claire Danes interpretam os papéis principais. Apesar de todas as mudanças, os diálogos originais sobrevivem às invencionices.

Amor, Sublime Amor
Amor, Sublime Amor

O nome de Shakespeare não é mencionado nos créditos de um dos musicais mais conhecidos de Hollywood, mas a peça de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim foi extraída de Romeu e Julieta. O romance trágico é transposto ao cenário urbano da Nova York dos anos 50. Em vez de famílias rivais, os personagens principais estão ligados a gangues inimigas.

10 Coisas que Odeio em Ti
10 Coisas que Odeio em Você

Apesar de não ter sido um grande sucesso à época do lançamento, a comédia, que atualiza o enredo de A Megera Domada, se tornou cult entre o público adolescente e revelou astros como Heath Ledger, Joseph Gordon-Levitt e Julia Stiles.

Romeu e Julieta
Romeu e Julieta

Dirigida pelo italiano Franco Zeffirelli, trata-se de uma das mais populares adaptações shakespearianas, que ganhou sobrevida em VHS, na TV, em DVD e seguramente arrecadou mais que 38 milhões de dólares – os números de bilheteria, no caso, são imprecisos. Foi indicado ao Oscar de melhor filme e ganhou estatuetas nas categorias de melhor figurino e fotografia.

Muito Barulho por Nada
Muito Barulho por Nada

Especialista em Shakespeare, o inglês Kenneth Branagh (de Thor) já havia dirigido e atuado no elogiado Henrique V, em 1989. Talvez para demonstrar a diversidade da obra do autor, ele mudou o tom e encenou as reviravoltas de Muito Barulho por Nada em um tom leve e gracioso.

O Mercador de Veneza
O Mercador de Veneza

A versão do diretor Michael Radford (de O Carteiro e o Poeta) rendeu menos que o esperado, já que seu elenco trouxe astros como Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes (esse último, o ator principal de Shakespeare Apaixonado). O tom convencional da adaptação não entusiasmou os críticos.

Hamlet
Hamlet

Com Mel Gibson à frente do elenco, o segundo filme dirigido por Franco Zeffirelli a aparecer nesta lista foi o primeiro longa-metragem produzido pela Icon, produtora do ator. A trama, ainda que não tome muitas liberdades em relação ao texto original, acrescenta climas de fitas de ação para fisgar os fãs de Gibson. Glenn Close e Helena Bonham Carter também participam.

Jogo de Intrigas
Jogo de Intrigas

Encenar Othello em um colégio, com um elenco de jovens astros, pode parecer uma péssima ideia. Mas o longa dirigido por Tim Blake Nelson, com Josh Hartnett e Julia Stiles no elenco, surpreendeu boa parte da crítica e se tornou um pequeno sucesso, para padrões do cinema independente.


Desta lista só vi três dos filmes: O Rei Leão, Gnomeu e Julieta e 10 Coisas que Odeio em Ti. Mas, com 420 adaptações suas... provavelmente já terei visto mais alguma coisa, mas sem ter noção de tal.

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2 comentários

  1. Nesta lista, falta pelo menos a nova adaptação de Romeu e Julieta.

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    1. Olá Melissa,

      Nesta lista deixei apenas dez dos maiores sucessos de bilheteira, de entre mais de quatrocentas adaptações existentes. O nome do artigo era mesmo "As dez adaptações de Shakespeare que fizeram mais sucesso no cinema", que entretanto pode ficar desactualizada, mas pronto... já dá para ter uma ideia :)

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.